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ONU vai questionar EUA sobre denúncia de espionagem na sede das Nações Unidas

Internacional|Do R7

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Nações Unidas, 26 ago (EFE).- A ONU anunciou nesta segunda-feira que entrará em contato com os Estados Unidos para falar sobre os relatórios que indicam que o programa de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) também invadiu as comunicações do organismo internacional. "Estamos cientes dos relatórios e vamos contatar as autoridades competentes", disse um dos porta-vozes da ONU, Farhan Haq. A revista alemã "Der Spiegel" publicou domingo, a partir de relatórios inéditos obtidos pelo ex-técnico da CIA, Edward Snowden, que a espionagem americana conseguiu penetrar no programa de videoconferência da ONU e quebrar o sistema de criptografia. Esta foi uma "melhora espetacular" da capacidade da NSA de obter dados de comunicações internas da ONU, o que desrespeita o acordo pelo qual os Estados Unidos se comprometeram a não realizar ações secretas na sede das Nações Unidas. Haq lembrou que leis internacionais, como a Convenção de Viena de 1961, que regem as relações diplomáticas, "protegem" as funções das Nações Unidas, as missões diplomáticas e outras organizações internacionais. "Por isso se espera que os estados-membros ajam de acordo para proteger a inviolabilidade das missões diplomáticas", acrescentou o porta-voz das Nações Unidas. Nas três semanas seguintes à invasão da NSA no programa de videoconferências da ONU, o número de comunicações decifradas passou de 12 para 458, de acordo com a revista, que ainda afirmou que com isso a agência conseguiu descobrir um agente secreto chinês. Um dos relatórios aponta que a NSA também espionou a nova sede da União Europeia em Nova York, para a qual se mudou em setembro de 2012, e que tem detalhes da planta da infraestrutura de telecomunicações. Além disso, outra série de documentos internos divulgados pela "Der Spiegel" indica que a NSA contava com um programa de espionagem em 80 de suas embaixadas e consulados no mundo todo. O Serviço Especial de Coleta, que na maioria dos casos era utilizado sem o conhecimento do país anfitrião, tinha sedes em Frankfurt e Viena. EFE elr/cd/rsd

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