Oposição diz que regime sírio dificulta diálogo com "condições impossíveis"
Internacional|Do R7
Cairo, 10 fev (EFE).- O líder do maior grupo opositor sírio, Ahmed Muaz al Khatib, afirmou neste domingo que o regime de Bashar al Assad impôs "condições impossíveis para negociação", depois da proposta de diálogo feita pela Coalizão Nacional de Forças Revolucionárias e da Oposição Síria. O dirigente divulgou comunicado, através do Facebook, explicando que, se o regime desejar que o diálogo aconteça dentro da Síria, este deverá acontecer nas "terras libertadas do norte do país". "O regime pôs condições impossíveis para as negociações, entre elas, que se realizem em um local que se transformou em uma grande cadeia para gente como Abdelaziz al Jayer (dirigente opositor)", disse Al Khatib, em clara referência à capital damasco. Além disso, o líder opositor afirmou que as autoridades sírias não aceitaram a condição imposta de que o representante nas conversas seja o vice-presidente do país, Farouk al Shara. No último dia 30, Al Khatib apresentou uma proposta, não respaldada por todos os membros do seu grupo político, para que se abrissem conversas com Al Shara, sob a condição de que fossem libertados 160 mil presos. Nesta semana, o líder opositor pediu também a libertação até hoje, de todas as mulheres detidas, como requisito imprescindível para manter sua oferta de diálogo. Apesar de admitir estar aberto a conversar com integrantes do governo, o opositor afirma que o regime atua "de forma desumana" quanto a liberdade dos presos, sobretudo das mulheres. Para Al Khatib defendeu é necessário manter diálogo porque, embora não tenha confiança nos atuais dirigentes do país, "é um dever patriótico e ético negociar para conseguir a renúncia do regime, e que não haja mais sangue e destruição". EFE ms-er/bg











