Oposição síria pede armas para "se defender" e levar crimes de Assad ao TPI
Internacional|Do R7
Nações Unidas, 26 jul (EFE).- A oposição síria, que se reuniu nesta sexta-feira pela primeira vez com o Conselho de Segurança (CS) da ONU, assinalou que pedem armas à comunidade internacional para "se defender" e pediu ao Tribunal Penal Internacional para investigar todos os crimes e violações de direitos humanos, incluindo os do regime. "Pedimos armas para nos defender e defender a população civil dos ataques do regime nas áreas liberadas", disse à imprensa o novo líder da Coalizão Nacional Síria (CNS), Ahmad Asid Yarba, após uma reunião informal com os membros do Conselho. A delegação da CNS solicitou a seus interlocutores que considerem a imposição de sanções ao regime de Damasco para forçar Bashar al Assad a aceitar um Governo de transição. Em declarações aos correspondentes na ONU, Yarba assegurou que, "ao contrário do regime", estão dispostos a que o TPI averigue "qualquer" denúncia de crimes contra a humanidade "para serem críveis". O líder da CNS também disse que participarão da conferência internacional de Genebra que foi proposta, para a qual ainda não há data, se o objetivo for um Governo de transição "com plenos poderes executivos" e uma futura Síria "sem Assad". O líder da coalizão opositora denunciou que nos últimos três meses as forças do regime foram ganhando espaços no campo militar porque "Hisbolá e milícias do Irã e Iraque" se envolveram no conflito, mas advertiu que "daqui a um mês" serão vistas mudanças no terreno. Sobre seu encontro da quinta-feira com o secretário de Estado de EUA, o líder opositor assegurou que John Kerry foi "muito claro" em seu apoio "ao povo e à revolução síria" e lhes transmitiu que Washington "não permitirá que o regime ganhe esta guerra". Por outro lado, Yarba criticou a Rússia por continuar prestando apoio político e militar ao regime de Bashar al Assad e acusou as autoridades desse país de estar boicotando a realização da conferência internacional de Genebra "pressionando para que os temas militares fiquem fora da mesa de negociações". Perguntado se estão dispostos a se senta para negociar com algum membro do regime de Assad, o líder opositor respondeu que "talvez haja algum comando médio", para logo depois acrescentar que é possível que reste "algum motorista (do regime) sem as mãos manchadas de sangue". Yarba disse estar "muito preocupado" com a radicalização do conflito em seu país, reiterando que a situação é "desesperadora" e reconhecendo que é "muito difícil de controlar", porque inclusive entre as forças rebeldes há algumas facções que não apoiam a CNS. EFE elr/ma












