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Palestinos se solidarizam com os 5 mil compatriotas em prisões israelenses

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 17 abr (EFE).- Os palestinos lembram nesta quarta-feira o Dia do Prisioneiro, no qual prestam solidariedade aos cerca de 5 mil compatriotas em prisões e centros de dentenção israelenses, que consideram como presos políticos, e exigem sua libertação. A homenagem neste ano acontece em meio a um clima de grande tensão por conta da recente morte de dois palestinos sob custódia israelense e as prolongadas greves de fome feitas por vários réus para protestar pela situação. Funcionários palestinos acusaram Israel de negligência médica no caso de um dos mortos, que faleceu por conta de um câncer no mês passado, e outro que perdeu a vida em fevereiro, por uma suposta tortura durante um interrogatório. Israel rejeitou essas alegações e ressalata que ambos os fatos se encontram sob investigação. O ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para os Presos, Issa Qaraqe, denunciou no sábado que os centros médicos nas prisões israelenses não cumprem os parâmetros internacionais e que 1.400 presos palestinos estão afetados pela falta de assistência. O Clube de Prisioneiros Palestinos precisou, em um relatório divulgado por conta da solidarização com os presos, que em 2013 cerca de 5 mil palestinos se encontram detidos em mais de 27 prisões e centros de detenção israelenses. Desse total, precisa o documento, 106 estão atrás das grades desde antes da assinatura dos Acordos de Oslo entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em 1993, e 50 já cumprem mais de 25 anos de pena, como é o caso de Karim Yunis, o preso que há mais tempo está em Israel, com 31 anos na prisão. Além disso, 14 mulheres estão presas em Israel, entre elas uma que cumpriu 11 anos de uma condenação de 20, além de 235 menores de entre 12 e 18 anos. A estes se somam 200 presos administrativos, detidos sem acusação, dos quais 14 são membros do Parlamento. O Clube diz que não há um número oficial dos doentes, embora, segundo suas estimativas, sejam ao redor de 700, e acusa as autoridades israelenses de negligência no tratamento de seus problemas médicos. O relatório afirma que são muitos os casos nos quais presos palestinos se encontram em uma cela de isolamento como medida de castigo por parte das autoridades penitenciárias israelenses. Nos últimos meses, a situação dos presos palestinos voltou à pauta por causa da situação de Samer Isawi, um detido que iniciou uma greve de fome intermitente desde agosto do ano passado para protestar por sua situação ao ter sido detido pouco após sua libertação em outubro de 2011, em virtude de uma troca de presos com Israel pelo soldado Gilad Shalit. Isawi ingere de forma intermitente líquidos, vitaminas e alguns nutrientes, embora não coma alimentos sólidos e sua deterioração física parece irreversível, o que já fez com que tivesse que ser internado no hospital da prisão de Ramle. O responsável do Departamento de Negociações da OLP, Saeb Erekat, remeteu uma carta à alta representante de Política Externa e Segurança da UE, Catherine Ashton, na qual chama mais uma vez a atenção sobre a situação de Isawi. "Sua saúde física se debilitou significativamente, e sua vida está por um fio (...) caso o Sr. Isawi morra, o responsável será, parcialmente, a comunidade internacional por sua tolerância com as ações horrendas que levaram a esta terrível situação", diz a carta. Em solidariedade com o detido, vários presos que estão em Hadarim, ao norte de Tel Aviv, iniciaram hoje uma greve de fome, incluindo um irmão de Isawi, com o objetivo de conseguir a libertação dele. EFE db/ff

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