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Papa e Capriles debatem papel da Igreja Católica como mediadora na Venezuela

Internacional|Do R7

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Cidade do Vaticano, 6 nov (EFE).- O papa Francisco e o líder opositor venezuelano Henrique Capriles debateram nesta quarta-feira, em encontro no Vaticano, a possibilidade de que a Igreja Católica seja a promotora de um processo de diálogo na Venezuela. "Acredito na capacidade e poder de convocação da Igreja, e viemos pedir que seja a promotora do diálogo na Venezuela. Ela tem como fazê-lo, a autoridade moral para fazê-lo. Tem a capacidade para convocar todos", disse Capriles a jornalistas após ser recebido em audiência privada pelo pontífice. Capriles afirmou ainda que o papa escutou sua proposta e defendeu o "diálogo", já que acredita que através da Conferência Episcopal da Venezuela e do cardeal Jorge Urosa Savino pode ser estabelecida uma comunicação para ver como esse pedido pode se materializar. "Se me pedirem que lhes resuma em uma palavra o encontro com Sua Santidade, a palavra do papa foi diálogo", contou Capriles, que insistiu no papel que a Igreja pode desempenhar "nessa promoção" de entendimento. Além disso, o líder opositor venezuelano afirmou que pediu ao papa que a Igreja interceda para que "não existam presos de consciência, presos por pensar de uma forma" determinada. Capriles assegurou que o papa "está em conhecimento" da situação da Venezuela, que, segundo o político opositor, "é a mais complexa de toda a América Latina". "Pelo meu país, estou disposto a conversar com quem for, e para encontrar uma saída democrática à Venezuela, constitucional e pacífica, também estou disposto a conversar com quem for", declarou. "Disse a Sua Santidade que não me aproximo da Igreja quando está perto de eleições ou quando me convém. Sou crente e tenho minhas crenças em minha alma. Os presentes que lhe trouxemos são porque os sentimos", argumentou, em resposta às críticas de seus críticos, que tacharam de oportunista sua visita a pouco mais de um mês das eleições municipais que serão realizadas na Venezuela. Entre os presentes que entregou ao pontífice está uma imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, feita por presos políticos do país, junto com uma imagem da Divina Pastora e uma máscara dos diabos dançantes de Yare, patrimônio cultural da Humanidade e que representa o triunfo do bem sobre o mal. EFE ebp/id (foto) (vídeo)

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