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Para famosa espiã norte-coreana, Kim Jong-un está blefando

Internacional|Do R7

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Sydney (Austrália), 10 abr (EFE).- A espiã norte-coreana que fez um atentado contra um avião sul-coreano e matou a 115 pessoas em 1987 disse à televisão australiana que o líder Kim Jong-un se está fazendo o duro. Kim Hyun-hee opinou em entrevista emitida hoje pela rede de televisão "ABC" que o líder supremo da Coreia do Norte interpreta o papel de homem forte de cara a sua audiência nacional para se fazer valer. "Kim Jong-un é muito jovem e inexperiente. Está lutando para conseguir o controle completo sobre os militares e ganhar sua lealdade", manifestou "Mayumi", o nome japonês que usava no passaporte falso que utilizava quando colocou o explosivo no voo 858 da Korean Air que ia a fazer a rota Bagdá-Seul. "Esse é o motivo de suas frequentes visitas a quartéis, para reafirmar seu apoio", acrescentou a norte-coreana. Os exércitos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos reforçaram hoje seu sistema de alarme na península coreana perante os indícios que apontam a que o regime de Pyongyang poderia fazer testes de mísseis balísticos. Além da atualidade, Kim, quem vive vigiada na Coreia do Sul, onde foi condenada à morte e depois perdoada ao considerarem que haviam feito uma lavagem cerebral, voltou a lembrar sua ação mais conhecida, quando tinha 25 anos, o citado atentado. A antiga espiã rememorou o percurso que fez pela Europa junto a um veterano espião como pai e filha com passaportes japoneses falsos, como chegaram a Bagdá, abordaram o avião e deixaram o explosivo, oculto em um transistor, no aparelho, antes de baixar-se na escala que fez em Abu Dhabi. Uns dias mais tarde eram detidos em um hotel de Barein depois que despertassem suspeitas seus documentos de viagem. O espião veterano morreu ao ingerir cianureto, mas conseguiram reviver "Mayumi". "Na Coreia do Norte, me ensinaram que nosso líder, Kim Il-sung, era um deus. Nos ensinaram a colocá-lo na frente de nossos pais. Nos ensinaram a dizer: obrigada, grande líder. E se te equivocavas, embora fosse um pouco, acabavas em um 'gulag'", são algumas das coisas que ainda lembra Kim. "Coreia do Norte não é um Estado, é um culto", resumiu a espiã, quem descobriu as mentiras que lhe tinham inculcado quando chegou a Coreia do Sul e pôde comparar. EFE watt/tr

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