Para recuperar economia, Obama terá que enfrentar rivais no Congresso
Presidente reeleito terá que driblar republicanos na Câmara e no Senado
Internacional|Do R7*

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi reeleito na última terça-feira (6) com uma ampla vantagem de votos no colégio eleitoral: 303 a 206. Apesar da diferença, o líder americano vai enfrentar um país dividido e terá dificuldades para cumprir suas promessas e aprovar as reformas. Para alavancar a economia, seu principal desafio nos próximos quatro anos, Obama terá de enfrentar seus rivais no Congresso.
Durante o primeiro mandato, o democrata teve uma difícil relação com a Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados), dominada pelos rivais republicanos. Obama penou para aprovar algumas propostas na casa, como a reforma da saúde e o orçamento de 2012. O impasse desgastou a imagem do líder e levantou dúvidas sobre sua capacidade de convencer os republicanos a aceitar seus projetos reformistas.
Diante do desafio de retomar a geração de empregos, a relação entre Obama e o Congresso será o maior desafio do presidente em seu segundo mandato, na opinião de especialistas entrevistados pelo R7.
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Para Guilherme Casarões, professor de relações internacionais das Faculdades Rio Branco, “o maior desafio continua sendo recuperar a economia” do país, já que a recuperação econômica “foi a grande promessa do primeiro mandato, cuja realização deu-se somente em parte”.
De acordo com o especialista, apesar de ter evitado que os Estados Unidos amargassem uma longa depressão, Obama ainda tem que melhorar as taxas de desemprego e renda do país.
— A relação com o Congresso será um ponto crucial a ser desenvolvido no início deste segundo mandato. As circunstâncias exigirão uma longa negociação bipartidária [entre Democratas e Republicanos] para que se possa evitar que a população seja penalizada com mais impostos e menos programas sociais.
Para Gunther Rudzit, especialista em relações internacionais das Faculdades Rio Branco, Obama terá a dura tarefa de chegar a uma harmonia sobre o orçamento do país.
— Até o fim do ano, o desafio será negociar os acordos ligados ao orçamento americano. Com esse Congresso que está em atuação, vai ser difícil.
Segundo Rudzit, o governo Obama anunciou que já vai começar a buscar a negociação com as duas casas que formam o Congresso, na tentativa de “evitar o chamado abismo fiscal nos Estados Unidos”. Para o professor, será possível observar a postura do Congresso “já nas próximas semanas”.
A mensagem de esperança presente na campanha de Obama em 2008, que ficou conhecida pelo slogan "Yes, We Can" ("Sim, nós podemos", em tradução livre), já não tem o mesmo efeito entre os americanos, segundo Casarões.
— O desafio é construir, de maneira pragmática, um futuro próspero para uma nação dividida.
*Giovanna Arruda, estagiária do R7













