Logo R7.com
RecordPlus

Partido de Morales o proclama candidato para as eleições de 2014

Internacional|Do R7

  • Google News

La Paz, 25 fev (EFE).- O partido do presidente da Bolívia, Evo Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), o proclamou nesta segunda-feira como candidato, nas eleições de 2014, a tentar conseguir seu terceiro mandato. "Por unanimidade, todos os setores de Cochabamba e todos os delegados nesse congresso proclamaram como candidato para as eleições o companheiro Evo Morales, isso especialmente para consolidar este processo de mudança", declarou o senador governista Julio Salazar, segundo a agência estatal "ABI", durante um congresso da legenda em Cochabamba. Já o ex-presidente boliviano Jorge Quiroga informou que enviou uma carta ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, para denunciar que a intenção de Morales "viola a Constituição e danifica gravemente" a democracia boliviana. O congresso do MAS também apoiou o vice-presidente Álvaro García Linera para que acompanhe Morales na terceira candidatura. Morales, que participou do Congresso regional de seu partido, chegou ao poder pela primeira vez em janeiro de 2006 e assumiu seu segundo mandato no mesmo mês de 2010 para um período até 2015. A tentativa de buscar um terceiro mandato até 2020 voltou a gerar polêmica nos últimos dias por causa de um projeto de lei que o Senado, de maioria governista, enviou ao Tribunal Constitucional para consultar se o governante e García Linera podem concorrer ao pleito geral de 2014. A oposição boliviana alega que a terceira postulação violará a Constituição promulgada pelo próprio Morales em 2009, porque essa norma permite apenas dois mandatos consecutivos. A Carta Magna estabelece que o presidente pode ser reeleito "por uma só vez de maneira contínua", e que "os mandatos anteriores à vigência desta Constituição serão tomados em conta no cômputo dos novos períodos de funções". Por outro lado, Morales alega que pode concorrer a um novo mandato porque o primeiro foi de apenas quatro anos (2006-2010) - e não de cinco devido a acordos políticos - e sustentou que além disso esse artigo não conta porque não estava vigente a nova Carta Magna que refunda a Bolívia como Estado Plurinacional. "A consulta feita no Tribunal Constitucional é inútil, aí está a Constituição. À margem desse debate ou da consulta, infelizmente os neoliberais têm muito medo dos movimentos sociais", reiterou hoje o líder durante o encerramento do congresso de seu partido em Cochabamba. O governo insistiu em que não assinou documento algum renunciando a uma nova reeleição de Morales, mas a oposição divulgou um vídeo de 2008 no qual o líder anunciava que renunciava a essa possibilidade para tornar possível um acordo político. EFE gb/id

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.