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Partidos iemenitas concordam retomar diálogo com os houthis

Internacional|Do R7

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(Acrescenta mais declarações do enviado da ONU) Sana, 8 fev (EFE).- As forças políticas iemenitas concordaram retomar o diálogo com o movimento rebelde xiita dos houthis, que na sexta-feira tomou o poder no Iêmen, informou neste domingo o enviado especial da ONU para esse país, Jamal Benomar. Em declarações recolhidas pela televisão estatal, Benomar explicou que "todos os componentes políticos do Iêmen acordaram voltar ao diálogo, que será retomado na segunda-feira". Na quinta-feira, várias forças políticas mantiveram uma última reunião para encontrar uma saída à crise, mas fracassaram na hora de formar um Conselho Presidencial. Benomar disse que falou com os representantes de todos os partidos políticos e com o líder dos houthis, Abdul Malik al Houthi, que decidiram retomar as negociações para "chegar a um acordo que tire o país da crise". "O Iêmen está em uma encruzilhada", afirmou o diplomata marroquino, que pediu aos líderes políticos "responsabilidade e compromisso para superar o bloqueio político que o país está vivendo". Além disso, Benomar reivindicou seguir trabalhando para completar o processo de transição democrática que foi iniciado pelos iemenitas em 2011, com grandes protestos que forçaram em 2012 a queda do presidente Ali Abdullah Saleh, após 33 anos no poder. Na sexta-feira, os houthis anunciaram a dissolução do parlamento e a futura formação de um Conselho Presidencial para a etapa transitória a fim de preencher o vazio de poder. Em 22 de janeiro, o presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, e o governo apresentaram sua renúncia perante as pressões do movimento dos houthis, que nos últimos meses tomou importantes zonas do país, inclusive a capital. O líder do movimento rebelde iemenita dos houthis, Abdul Malik al Houthi, assegurou ontem que as novas medidas são "históricas e revolucionárias". No entanto, as duas principais formações políticas do Iêmen, o antigo partido governante do Congresso Popular Geral (do ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh) e o Partido da Reforma Islâmica (braço político da Irmandade Muçulmana), qualificaram de "ilegítima e unilateral" a citada emenda constitucional. Os houthis, que já pegaram em armas contra as autoridades em 2004 e 2010, iniciaram sua expansão militar por todo o país em setembro e controlam sete províncias, incluída Sana. Na Arábia Saudita, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, mostrou hoje seu apoio aos esforços de Benomar para solucionar a crise política no Iêmen e vinculou a estabilidade com a volta das autoridades legítimas e a "transição política pacífica". EFE ja-ir-bds/ff

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