Pedaços de foguete lançado pela China caem perto da costa Taiwan
Governo de Pequim havia interditado navegação em área a 160 km da capital taiwanesa por risco de destroços despencarem do céu
Internacional|Do R7, com AFP

O lançamento de um satélite chinês provocou a queda de destroços, neste domingo (16), em uma área marítima ao norte de Taiwan, na qual Pequim havia proibido a navegação, anunciou o Ministério da Defesa taiwanês. Assista ao vídeo do lançamento abaixo.
O satélite passou "em frente à costa norte de Taiwan" e "restos do foguete-lançador caíram na zona de alerta", disse a fonte, frisando que os destroços não afetaram a "segurança interna" do território.
A mídia estatal chinesa confirmou o lançamento neste domingo de um "novo satélite meteorológico" de um centro espacial localizado no norte da China às 9h36 hora local (22h36 de sábado no horário de Brasília).
Imagens mostram pedaços de foguete da China que caíram no mar e ameaçaram voos:
Um foguete com um satélite meteorológico da China, lançado de uma base espacial perto da fronteira com a Mongólia, assustou os moradores da costa sul do país, bem como quem vive em Taiwan — ilha com quem Pequim mantém uma disputa diplomática
Um foguete com um satélite meteorológico da China, lançado de uma base espacial perto da fronteira com a Mongólia, assustou os moradores da costa sul do país, bem como quem vive em Taiwan — ilha com quem Pequim mantém uma disputa diplomática
A zona de exclusão marítima, localizada a cerca de 160 km de Taipei, foi interditada à navegação este domingo entre as 9h e 15h, no horário local, devido à "possível queda de destroços de foguetes", indicou as autoridades marítimas de Fujian, a província chinesa localizada em frente a Taiwan.
Imagens transmitidas pelo canal público CCTV mostraram o momento em que um foguete branco decolou do centro de lançamento de Jiuquan, próximo à fronteira com a Mongólia, na província de Gansu, deixando para trás uma coluna de fumaça e poeira.
O satélite "fornecerá previsão do tempo, prevenção e mitigação de desastres, resposta às mudanças climáticas e serviços de conservação ecológica", segundo a agência de notícias Xinhua.
O exército chinês ensaiou um cerco à ilha autônoma de 9 a 11 de abril, num contexto de agravamento das tensões entre Taipé e Pequim.



















