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Pentágono alerta para aumento de soldados russos na fronteira com a Ucrânia

Segundo americanos, pelo menos 20 mil soldados foram mobilizados na região

Internacional|Do R7

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Os russos negarem que estejam concentrando tropas na região
Os russos negarem que estejam concentrando tropas na região

A Rússia continua a enviar soldados para a fronteira com a Ucrânia, afirmou nesta quarta-feira (26) o chefe do Pentágono, Chuck Hagel, que lembrou Moscou de seu compromisso de não ultrapassar a fronteira.

Hagel indicou que na quinta-feira passada avisou ao seu colega russo, Serguei Choigu, que os americanos "esperam que os russos cumpram com sua palavra". "Mas a realidade é que continuam reforçando as suas tropas", explicou durante uma coletiva de imprensa junto ao ministro da Defesa britânico, Philip Hammond.


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"Eu lhe perguntei especificamente por que os russos têm reforçado sua fronteira ocidental (com a Ucrânia) e quais eram suas intenções. Ele me disse que não tinham a intenção de ultrapassar a fronteira", ressaltou.


Segundo um funcionário do Pentágono, cerca de 20 mil soldados russos estão concentrados na fronteira com a Ucrânia, equipados com o necessário para uma operação militar. Esta informação foi negada no domingo pela Rússia.

No entanto, Hammond lembrou que "todos os indícios mostram que é o presidente (Vladimir) Putin quem decide pessoalmente" todas as questões, inclusive militares.


"Os demais atores russos, entre eles Choigu, podem expressar seu ponto de vista, mas não sabemos em que medida todas essas pessoas fazem realmente parte do círculo de confiança de Putin", acrescentou.

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O presidente Barack Obama afirmou nesta quarta-feira que a Rússia vai acabar entendendo que não alcançará seus objetivos recorrendo à "força bruta" na Ucrânia.

"Com o tempo, enquanto nos mantivermos unidos, o povo russo reconhecerá que não pode alcançar a segurança, a prosperidade e o status que aspira através da força bruta", afirmou Obama em um discurso no Museu de Belas Artes de Bruxelas.

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Antes, Obama declarou que a Rússia está sozinha na crise da Ucrânia, ao realizar sua primeira visita nesta quarta-feira à sede da União Europeia, consolidando a oposição ocidental à anexação da Crimeia.

Resumindo um encontro de 90 minutos com funcionários do alto escalão da União Europeia, realizado durante um almoço, Obama declarou que "o mundo é mais seguro e mais justo quando a Europa e os Estados Unidos estão unidos".

"As ações da Rússia na Ucrânia não são apenas sobre um país. Elas são sobre o tipo de Europa e o tipo de mundo em que vivemos", afirmou em uma coletiva de imprensa.

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