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Pequim diz que elegerá próximo Dalai Lama, independente da opinião do atual

Internacional|Do R7

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Pequim, 6 set (EFE).- O governo da China insistiu neste domingo que elegerá o próximo Dalai Lama, apesar do que disser o atual, que deixou no ar a questão de sua reencarnação com opções que vão desde fazê-la fora da China após sua morte até que esta tradição acabe. Em um livro publicado hoje sobre o Tibete, o segundo deste ano, Pequim defende seu "direito" sobre a reencarnação do dalai lama, e repassa todos os casos anteriores em que o executivo aprovou as pessoas que levaram este título. A questão da reencarnação foi um dos motivos de discussão este ano entre o governo chinês e o dalai lama, dada a avançada idade do líder budista, que completou 80 anos em julho. Além disso, o relatório, intitulado "A bem-sucedida prática da autonomia étnica regional no Tibete", critica a atitude do líder espiritual, exilado na Índia, e o tacha de "separatista". "Durante anos, a ++'panelinha'++ do ++dalai++ lama, conspirando pela independência do Tibete, predicou pelo chamado 'caminho intermediário' pressionando para um maior grau de autonomia, negando assim a autonomia regional étnica do Tibete", destacou o documento. O dalai lama rejeitou buscar a independência da região, apesar de reivindica uma autonomia real para Tibete dentro da China ao que denomina o "caminho intermediário". O governo chinês publicou hoje o relatório pelo 50º aniversário da fundação da região autônoma do Tibete para ressaltar as liberdades que, assegura, a população tibetana tem, e também para documentar o desenvolvimento da região. Como já é habitual, o regime comunista apresentou vários dados do crescimento econômico do Tibete para defender sua postura, apesar dos óbvios conflitos sociais e das incessantes imolações de tibetanos em protesto pelas políticas da China, documentadas por ONG. O documento não mostra as restrições de entrada e de saída da região, onde, por exemplo, os jornalistas estrangeiros continuam vetados. A China considera o Tibete parte inseparável de seu território, e os tibetanos argumentam que a região foi durante décadas independente na prática até ser ocupação pelas tropas comunistas em 1951. EFE tg/cd

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