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PF realiza operação contra fraudes em lotes de reforma agrária

Internacional|Do R7

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(Atualiza CL4013 com dados sobre ordem de detenção contra dois irmãos do ministro da Agricultura) Rio de Janeiro, 27 nov (EFE).- A polícia desarticulou nesta quinta-feira uma organização criminosa tesponsável por fraudes na concessão de lotes destinados à reforma agrária, com um custo somado de R$ 1 bilhão, informaram fontes oficiais. O grupo era integrado por cerca de 80 fazendeiros e empresários do setor agrícola e por oito funcionários do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), segundo um comunicado da Polícia Federal (PF), que mobilizou 350 agentes para prender a operação. Entre essas pessoas procuradas pela polícia, estão dois irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller, que em comunicado lamentou a presença de parentes entre os investigados e disse não acreditar na participação dos mesmos em qualquer irregularidade. Os advogados dos irmãos do ministro, Odair e Milton Geller, entraram em contato com a Polícia Federal e informaram que eles se entregarão. De acordo com a PF, os crimes investigados são de invasão de terras da União contra o meio ambiente, fraudes em documentos, corrupção ativa e passiva. O inquérito foi instaurado em 2010. "Com ações ardilosas, uso da força física e até de armas, compravam a baixo preço ou invadiam e esbulhavam a posse destas áreas", reportou o comunicado da entidade. As autoridades calculam que o grupo se apoderou nos últimos dez anos de cerca de mil lotes destinados à reforma agrária. Além das detenções, os agentes federais que participaram da chamada operação "Terra Prometida" cumpriram 146 ordens de revista em residências e escritórios dos acusados de integrar a organização nos estados do Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. De acordo com os comissários responsáveis pela investigação, para poder concentrar as terras e explorá-las comercialmente, os membros do grupo usaram documentos falsos, simularam inspeções de fiscais e falsificaram outras em que os proprietários renunciavam a suas propriedades. Da mesmo maneira, o grupo alimentou os sistemas informáticos do INCRA com dados falsos. Essas manobras permitiram que "grandes latifundiárias, grupos de produtores rurais e até empresas multinacionais ocupar ilegalmente as terras do Estado destinadas à reforma agrária". Para a PF, além da cumplicidade de funcionários corruptos, o grupo contava com o apoio de altos funcionários de algumas Prefeituras e de vereadores municipais. Todos os envolvidos responderão por crimes de invasão de terras da União, contra o meio ambiente, falsidade documental, estelionato e corrupção ativa e passiva. As penas podem chegar a até 12 anos de reclusão. EFE cm/ff

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