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Plano de aliança opositora pode resolver crise iraquiana, diz Liga Árabe

Internacional|Do R7

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Bagdá, 24 jun (EFE).- A iniciativa apresentada pela opositora e laica Aliança Nacional Iraquiana (ANI) pode ajudar a conseguir um consenso para sair da atual crise no Iraque, disse nesta terça-feira o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Araby. "As ideias e propostas desse plano podem constituir um ponto de partida para conseguir o desejado consenso político entre as diferentes forças", ressaltou Al Arabi. O responsável árabe efetuou intensos contatos com os chefes da diplomacia do Egito, Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Catar e Marrocos para informar sobre o projeto da coalizão liderada pelo ex-primeiro-ministro iraquiano Ayad Allawi. O plano estipula a elaboração de um 'roteiro', que inclui a formação de um governo de união nacional, integrado pelos principais dirigentes políticos e um número limitado de tecnocratas. A coalizão de Allawi advoga pela realização de uma reunião na qual participem os primeiros-ministros que governaram o país desde 2004 até o atual, Nouri al-Maliki, além do presidente da região autônoma do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, e outros responsáveis. Nessa reunião devem tomar parte os dirigentes das principais coalizões políticas, assim como os líderes religiosos muçulmanos -xiitas e sunitas- e cristãos. A reunião deverá ocorrer em um lugar seguro com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e um representante do Tribunal Supremo do Iraque. A reconciliação nacional é um dos pontos do 'roteiro' para garantir um processo político global que só exclua os terroristas, os assassinos e os ladrões dos fundos públicos, segundo a iniciativa. Além disso, consta no roteiro a formação das principais instituições do Estado iraquiano, especialmente as Forças Armadas e de Segurança, longe de cotas sobre bases religiosas ou étnicas. No último dia 18, Allawi já tinha feito uma chamada a todas as partes em conflito no Iraque para que deixem as armas, iniciem um diálogo e estabeleçam uma plano de regra. Após tomar o controle de amplas zonas do norte e o oeste do Iraque, os insurgentes sunitas liderados pelo Estado Islâmico do Iraque e o Levante (EIIL) ameaçaram continuar avançando em direção à Bagdá e aos santuários xiitas de Karbala e Najaf. EFE aj/ff

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