Carta, regras de conduta: diretor revela o plano de Trump para seu vice em caso de morte
Documentos secretos orientariam JD Vance sobre sucessão e possíveis medidas de retaliação se o presidente for assassinado
Internacional|Do R7
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou instruções confidenciais para o vice-presidente JD Vance que deverão ser abertas apenas caso ele morra durante seu segundo mandato. A revelação foi feita pelo diretor de contraterrorismo da Casa Branca, Sebastian Gorka, em entrevista ao jornal New York Post.
Segundo Gorka, Trump redigiu “instruções precisas” que seriam entregues a Vance caso o vice precisasse assumir a Presidência. Além desse documento, o presidente teria deixado uma carta escrita à mão guardada em uma gaveta, no Salão Oval, com orientações sobre como proceder caso ele seja assassinado.
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De acordo com o oficial de contraterrorismo, o conteúdo da mensagem inclui regras de atuação para retaliar os responsáveis por um eventual atentado. Gorka afirmou ainda que protocolos específicos já estão preparados para situações em que a China ou qualquer outro agente estrangeiro consiga “eliminá-lo”.
“Temos protocolos. Não posso discutir quais são, mas eles existem”, declarou Gorka ao jornal americano.
Trump já sobreviveu a diversas tentativas de assassinato e, segundo a reportagem, continua sendo alvo de ameaças consideradas críveis por parte do Irã. As tensões estariam ligadas à morte de comandantes iranianos durante ações autorizadas pelos Estados Unidos.
Em janeiro, o presidente afirmou ter deixado ordens para que o Irã fosse “explodido” caso fosse morto por agentes do país. Na ocasião, disse que já havia comunicado que, se algo lhe acontecesse, toda a nação iraniana seria alvo de uma resposta devastadora.
As preocupações com a segurança ganharam novo destaque nesta semana, com a viagem de Trump para a China em uma visita oficial. O país é considerado um importante aliado do Irã, o que aumentou a atenção das equipes responsáveis pela proteção do presidente.
Durante a viagem, Trump deve se reunir com Xi Jinping para discutir a guerra em andamento no Irã, as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo, inteligência artificial e outros temas estratégicos.
Gorka afirmou que alguns aliados e analistas veem Trump como uma ameaça direta aos interesses chineses. Segundo ele, o presidente seria o principal obstáculo para ambições de domínio global atribuídas a Pequim.
O assessor chegou a levantar a hipótese de que a China poderia tentar prejudicar Trump de forma indireta, “colocando algo no ar” que o deixasse doente semanas depois. Apesar da possibilidade mencionada, ele afirmou não acreditar que os chineses tomariam tal atitude.
“Não tenho nenhum medo de que façam algo. Na minha avaliação, o presidente está muito seguro”, disse.
Gorka acrescentou que uma ação desse tipo iria contra os objetivos diplomáticos da própria China, que busca reconhecimento e estabilidade em suas relações internacionais.
As preocupações com a segurança presidencial haviam sido reforçadas no mês passado, quando um homem armado com uma espingarda atravessou um ponto de controle do Serviço Secreto durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca.
Na ocasião, agentes retiraram rapidamente Trump, Vance e outros integrantes do alto escalão do governo do salão onde o evento era realizado.
Trump viajou à China acompanhado de seus principais assessores diplomáticos, além de empresários e executivos do setor de tecnologia dos Estados Unidos.
JD Vance, por sua vez, permaneceu em território americano durante toda a cúpula, mantendo-se em posição para assumir o comando do país caso ocorra alguma emergência envolvendo o presidente.
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