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Poroshenko afirma que Ucrânia e Rússia definirão passos para regular conflito

Internacional|Do R7

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(Acrescenta novas declarações de Poroshenko). Moscou, 6 jun (EFE).- O presidente eleito da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou nesta sexta-feira que combinou com o chefe do Kremlin, Vladimir Putin, que um emissário russo viajará a Kiev para abordar os primeiros passos para regular o conflito no leste ucraniano. "Virá à Ucrânia um representante russo com o qual discutiremos os primeiros passos para a regra da situação e o plano que eu apresentei como presidente e que contempla uma série de passos por parte da Federação Russa e outros por parte da Ucrânia", disse Poroshenko à imprensa. Putin e Poroshenko, que antecipou que as negociações começarão no domingo, se reuniram hoje pela primeira vez desde as eleições presidenciais na Ucrânia no marco da comemoração do 70º aniversário do desembarque da Normandia, na França. O líder ucraniano, que toma posse de seu cargo amanhã, assegurou que, embora ainda seja prematuro, existem "bastantes possibilidades" de implementar o plano de regra pacífico do conflito no leste, palco de combates entre as forças governamentais e os rebeldes pró-russos. "Decidimos não revelar, a pedido de todas as partes envolvidas nas negociações, as diferentes vias" de negociação, declarou. Por sua vez, Poroshenko expressou sua confiança em receber "em breve" o reconhecimento russo dos resultados do pleito presidencial de 25 de maio, nos quais foi vencedor. No encontro com Putin, "o estado de ânimo era muito tenso (...), mas é bom que o diálogo tenha começado", confessou Poroshenko, que acrescentou que a tensão se notou especialmente "na reação (de Putin) a uma pergunta sobre a Crimeia", anexada pela Rússia em março. Poroshenko contou que o primeiro contato com o líder russo aconteceu na presença do presidente francês, Françoise Hollande, e da chanceler alemã, Angela Merkel, e graças à ativa mediação do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O presidente eleito da Ucrânia se mostrou disposto a declarar uma ampla anistia para aqueles milicianos pró-russos que não tenham cometido crimes de sangue, mas descartou até agora qualquer negociação com os líderes separatistas, a quem tacha de "bandidos, terroristas e assassinos". Poroshenko também está disposto a tomar medidas de descentralização e reconhecer o status regional da língua russa (falada majoritariamente no sudeste), mas se opõe à federalização do país, como reivindica o Kremlin. EFE io/rsd

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