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Poroshenko diz que assassinatos de jornalista e ex-deputado são "provocações"

Internacional|Do R7

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Kiev, 16 abr (EFE).- O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse que o assassinato nesta quinta-feira de um conhecido jornalista pró-Rússia em Kiev e o de um ex-deputado governista ontem, são "provocações" dos inimigos da Ucrânia. "É evidente que estes crimes são fatos do mesmo tipo. Entende-se sua natureza e sentido político: é uma provocação consciente de nossos inimigos. Estão voltados a desestabilizar a situação política interna na Ucrânia, a desvalorizar a escolha do povo ucraniano", disse. O presidente ucraniano afirmou que vai ser realizada uma rápida e exaustiva investigação de ambos assassinatos. "Exijo aos órgãos de segurança que no menor tempo possível encontrem os autores e dêem os nomes dos organizadores destes assassinatos", disse. Poroshenko acrescentou que "levando em conta a ressonância destes crimes, os órgãos de segurança deverão prestar contas regularmente perante a sociedade sobre o andamento e os resultados das investigações". O conhecido jornalista ucraniano Oles Buzina foi assassinado nesta quinta-feira após ser atingido por vários disparos junto na porta de sua casa em Kiev, horas depois que um antigo deputado do partido de Yanukovich foi baleado também na capital ucraniana. Anton Guerashenko, assessor do Ministério do Interior ucraniano, foi o primeiro a informar sobre o assassinato do jornalista em sua página do Facebook. Guerashenko disse que o informador, que tinha deixado recentemente o cargo de diretor do jornal "Sevodnia" (Hoje), foi baleado desde um carro Ford Focus de cor azul escuro e com matrícula de outro país. "Parece que continuam os assassinatos das testemunhas no caso Antimaidan", disse, em alusão ao movimento organizado pelas forças governistas para resistir aos protestos antigovernamentais do final de 2013 e princípio de 2014 que acabaram com o regime do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovich. Segundo os vizinhos do assassinado, foram ouvidos quatro disparos, um que atingiu a cabeça da vítima, no pátio do edifício residencial onde residia. Buzina, que tinha escrito vários livros críticos ao nacionalismo ucraniano, foi candidato a deputado em 2012 por um partido minoritário pró-Rússia. Ontem, o político ucraniano Oleg Kalashnikov, antigo deputado do partido do derrubado presidente Yanukovich, foi assassinado também atingido por vários disparos na porta de sua casa em Kiev. O presidente russo, Vladimir Putin, que foi informado sobre o assassinato do jornalista enquanto participava de sua Linha Direta em televisão respondendo perguntas de cidadãos, disse que "este não é o primeiro assassinato político" na Ucrânia, mas que "na Europa e nos Estados Unidos preferem olhar para outro lado". EFE bk-vh-io/ff

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