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Prefeito de Bogotá prefere que decisão sobre seu futuro seja nas urnas

Internacional|Do R7

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Washington, 18 dez (EFE).- O prefeito de Bogotá, Gustavo Petro, se mostrou favorável nesta quarta-feira, em Washington, ao referendo revogatório de seu mandato anunciado hoje pela autoridade eleitoral da Colômbia, já que prefere que o povo decida seu futuro político e "não um funcionário administrativo". O prefeito da cidade colombiana levou hoje seu caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que poderá decidir nesta semana se vai conceder a Petro medidas cautelares devido à sua destituição imposta pela Procuradoria-Geral do país. "Estamos prontos, vamos às urnas. Queremos que a população decida o futuro da 'Bogotá humana' (seu plano de desenvolvimento)", disse Petro aos jornalistas após uma reunião na CIDH, em Washington. Petro se referiu assim à sua polêmica destituição e ao impedimento de exercer cargos públicos nos próximos 15 anos impostos pelo procurador-geral colombiano, Alejandro Ordoñez, em processo administrativo por suposta má gestão por causa de uma crise no sistema de coleta de lixo de Bogotá. "Os direitos humanos são os primeiros e entre eles estão os políticos, o direito a escolher e ser eleito. O que seria de uma democracia se não pudéssemos escolher?", questionou Petro. A CIDH decidirá nesta semana se vai conceder medidas cautelares ou não, ou vai solicitar mais informações antes de se pronunciar, como explicou aos jornalistas o secretário-executivo da Comissão, Emilio Álvarez Icaza Longoria. Petro se reuniu nesta quarta-feira com funcionários da CIDH por iniciativa própria para apresentar informações adicionais sobre seu caso. Ao final da reunião, Petro se limitou a comentar que vai esperar "tranquilo" a decisão da CIDH, ao explicar que apresentou exemplos de "sentenças sobre casos parecidos" ao seu que ocorreram em outros países da América Latina. A Procuradoria-Geral da Colômbia iniciou a investigação contra Petro em janeiro de 2013 e, ao prever que o organismo pudesse destituí-lo, o prefeito já tinha apresentado uma denúncia à CIDH no dia 28 de outubro. Portanto, Petro e sua equipe esperam agora pela decisão da CIDH sobre as medidas cautelares, o que pode acontecer ainda nesta semana, a não ser que o organismo solicite mais informações sobre o caso. EFE cg/rpr (foto)(vídeo)

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