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Premiê e 3 ex-ministros são indiciados por explosão no Líbano

Porto de Beirute ficou destruído e mais de 200 pessoas morreram após uma carga de nitrato de amônia armazenada incorretamente explodir

Internacional|Do R7, com EFE

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Nitrato de amônia explodiu no porto de Beirute, no Líbano, em agosto deste ano
Nitrato de amônia explodiu no porto de Beirute, no Líbano, em agosto deste ano

O primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, e três ex-ministros de governo foram indiciados nesta quinta-feira (10) pelo juiz que investiga a explosão ocorrida em 4 de agosto deste ano no porto de Beirute. O acidente matou mais de 200 pessoas e outras 6,5 mil ficaram feridas.

O veículo local "Agência Nacional de Notícias" informou que o juiz Fadi Sawan, responsável por investigar o caso, indiciou os quatro por negligência, por provocar os óbitos e deixar feridos.


Fotos impressionantes da explosão registram a tragédia em Beirute

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A tragédio foi causada pelo armazenamento incorreto de 2,75 mil toneladas de nitrato de amônio, utilizado principalmente como fertilizante e herbicida na agricultura, mas que é altamente explosivo. 


Imagens de satélite mostram efeitos da explosão no porto de Beirute

A história da carga de nitrato de amônio no Líbano começa em 23 de setembro de 2013, quando o navio cargueiro Rhosus atracou no porto de Beirute. Após uma inspeção, as autoridades portuárias libanesas proibiram o navio de retornar ao mar. Cinco tripulantes, todos ucranianos, conseguiram desembarcar e voltar para seu país. O capitão e outros quatro tripulantes permaneceram a bordo para tentar solucionar o impasse.


Os libaneses, no entanto, não conseguiam entrar em contato com o empresário russo que seria o dono da carga e a situação se arrastou por meses. Já sem comida dentro da embargação, os tripulantes precisaram pedir à Justiça libanesa para poder desembarcar e retornar.

Ao descobrir que o empresário russo teria pedido falência de sua empresa, o governo confiscou a carga de nitrato, que foi armazenada em um hangar no porto. Em diversas ocasiões entre 2014 e 2017, autoridades alfandegárias do Líbano escreveram cartas para a Justiça do país, pedindo instruções sobre como proceder com a carga perigosa, mas não tiveram resposta. 

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