Presidente catalão exige saída de policiais deslocados para a Catalunha
Região decretou greve geral após repressão durante o referendo do domingo (1º)
Internacional|Agência Brasil

A Catalunha está nesta terça-feira (3) em greve geral em protesto pela violenta ação policial de repressão durante o referendo do último domingo (1º). Carles Puigdemont, presidente catalão, exigiu a remoção dos cerca de 10 mil policiais deslocados para a região. Após protestos, policiais tiveram que deixar hotéis onde estavam hospedados.
De acordo com o períodico espanhol El País, em pelo menos 3 cidades catalãs os agentes da Polícia Nacional e da Guarda Civil foram forçados a abandonar hoje os hotéis em que estavam hospedados por conta de protestos dos independentistas. Gritos, insultos e vaias impediam o descanso dos agentes.
O Ministério Público abriu processo para investigar as possíveis coações, ameaças e delitos de ódio contra os agentes. Por outro lado, o governo catalão informou que criará uma comissão especial de investigação das violações dos direitos fundamentais que ocorreram na Catalunha.
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Com esta comissão, explicou Puigdemont, o governo quer coletar toda a informação sobre os atos violentos que deixaram 893 pessoas feridas. “A comissão será criada para acompanhar e reconhecer as vítimas da brutalidade policial. São cidadãos da Catalunha, cidadãos europeus, protegidos pela Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia”.
Puigdemont explicou que a comissão será composta por especialistas de fora do governo e membros da equipe jurídica da Generalitat (governo catalão), e que "o governo será cobrado como um processo privado e fornecerá toda a cobertura necessária".
No perfil do governo catalão no Twitter, Puigdemont declarou que a Catalunha é um país pacífico. “Hoje é um dia de protesto democrático, cívico e digno. Não se deixem chatear por provocações. O mundo viu: somos pessoas pacíficas”.
Ontem, em coletiva de imprensa, Puigdemont declarou que "todos dizem que a violência não é o caminho. Eu ouvi isso dos governos da União Européia, menos do espanhol”, em tom de crítica ao posicionamento do governo central.
Novas vítimas do tiroteio em Las Vegas, na noite de domingo (1º), foram identificadas. O ataque deixou 59 pessoas mortas e mais de 500 feridos. Veja a seguir quem são elas:
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![Denise Burditus e seu marido, Tony, se abraçaram e tiraram essa foto antes do show em Vegas, com o hotel Mandalay Bay ao fundo. A imagem foi postada no Facebook horas antes do ataque. Denise morreu nos braços do marido, que escreveu: "É muito triste dizer que perdi minha mulher por 32 anos, mãe de dois filhos, em breve avó de cinco [...]. Denise morreu nos meus braços. Eu te amo"](https://newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net/resizer/v2/HOMJ4N5MMBNYBMQKUM6FNVO2CQ.jpg?auth=8137455b1058fcd6aaa1d06bfb83868d058805aa8dbc89e83a7a02f1dc8e9b00&width=681&height=681)





































