Presidente colombiano pede que não haja mais vítimas dos conflitos armados no país
Juan Manuel Santos pediu aos negociadores de seu governo que consigam que "não haja mais" vítimas do conflito armado interno
Internacional|Do R7

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu neste domingo (10) aos negociadores de seu governo nos diálogos de paz com as Farc em Havana que consigam que "não haja mais" vítimas do conflito armado interno no país.
— Nesta manhã e na noite de ontem estive reunido com os negociadores que estão conversando lá em Havana para ver se podemos conseguir que nunca mais tenhamos vítimas do conflito.
A equipe de negociadores, liderada pelo vice-presidente Humberto de la Calle, partirá hoje do aeroporto militar bogotano de Catam para Havana. "Tomara que cheguemos a uma solução. Unidos podemos seguir buscando uma pátria em paz, segura, com justiça social. Esse é nosso propósito", afirmou o líder, que correu entre policiais e soldados.
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Santos ressaltou que neste longo conflito de meio século os uniformizados também se transformaram em vítimas, pois "todos os dias arriscam ou sacrificam suas vidas para proteger o resto dos colombianos".
— A gratidão será eterna. Por isso, qualquer coisa que façamos em seu favor é pouco.
De acordo com os números preliminares de um censo que é preparado pela Unidade Administrativa Especial para a Reparação Integral às Vítimas do Governo, a violência derivada do conflito afetou na Colômbia mais de cinco milhões de pessoas.
Por enquanto, esta unidade do Governo, criada para aplicar a Lei de Vítimas e Restituição de Terras, indenizou 157.840 pessoas. O direito das vítimas à verdade, à justiça e à reparação é um dos pontos da agenda que negociam os delegados do Governo e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
Por enquanto, as partes seguem imersas no primeiro tema da agenda, que é o problema da terra, chave para tratar o resto de questões, e já alcançaram os primeiros acordos. As Farc e o Governo começaram a negociar o fim do conflito armado no mês de novembro em Havana, com Cuba e Noruega como países fiadores e Chile e Venezuela como acompanhantes. A sétima etapa de conversas entre o Governo e as Farc será iniciada na segunda-feira (11).
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