Presidente do Líbano aceita renúncia do governo de Najib Mikati
Michel Suleiman pediu ao primeiro-ministro que continue no cargo até que seja designado um novo premiê
Internacional|Do R7

O presidente do Líbano, Michel Suleiman, aceitou neste sábado (23) a renúncia do governo do primeiro-ministro Najib Mikati, que ontem a anunciou por divergências entre seus membros, disseram à Agência Efe fontes ligadas à Presidência.
O chefe de Estado pediu a Mikati que continue no cargo até que seja designado um novo premiê. Mikati foi na manhã de hoje ao Palácio Presidencial de Baabda para apresentar oficialmente a renúncia. Pouco depois, ao sair do palácio, o chefe de governo demissionário explicou à imprensa que o executivo tomou a decisão por si só e não recebeu pressões de dentro ou fora do país.
— Espero que esta renúncia abra o caminho para uma solução política.
Trípoli vive relativa calma após outra noite de conflitos
Mikati considerou primordial o reatamento do diálogo nacional e a formação de um governo de união "neste período especialmente difícil". Espera-se que Suleiman comece na próxima semana as consultas com o parlamento para formar um novo Executivo.
Ontem à noite, após a renúncia do governo, recomeçaram os confrontos na cidade de Trípoli, no norte do país, onde durante a manhã havia calma. As diferenças dentro do governo liderado por Mikati sobre a realização de eleições legislativas, previstas para o dia 9 de junho, e a prorrogação do mandato do chefe da Polícia, general Ashraf Rifi, foram as causadoras de sua renúncia.
O governo foi incapaz de conseguir um consenso para constituir uma comissão eleitoral que supervisionasse o pleito, já que o grupo xiita Hezbollah quer que o mandato do Parlamento atual se estenda, por ter a maioria. Essa organização, por outro lado, rejeita que uma possível prorrogação do tempo de chefia do general Rifi na polícia, porque o considera próximo à oposição.
Mikati foi designado chefe do Executivo em 25 de janeiro de 2011 após a queda do governo liderado por Saad Hariri e obteve o cargo graças ao apoio de uma coalizão liderada pelo Hezbollah. Seu governo era integrado por ministros próximos desse grupo xiita e por membros "neutros", próximos às posturas do presidente e do líder druso Walid Jumblatt, que tentavam conseguir um equilíbrio e não contrariar a oposição anti-Síria, dirigida por Hariri.












