Presidente peruano nega indulto a Fujimori
Internacional|Do R7
LIMA, 7 Jun (Reuters) - O presidente peruano, Ollanta Humala, decidiu não conceder indulto humanitário ao ex-presidente Alberto Fujimori, condenado a 25 anos de prisão por violação aos direitos humanos, ao concluir que ele não sofre de uma doença terminal, disse na sexta-feira o ministro da Justiça, em um caso que divide o país.
O pedido de indulto havia sido feito pelos quatro filhos de Fujimori em outubro do ano passado, alegando piora em sua saúde e temor de que morresse na prisão.
Fujimori, de 74 anos, está preso em Lima desde setembro de 2007 em uma prisão policial, onde, de acordo com os médicos, foi vítima de depressão e perda de peso, o que poderia ocasionar a recorrência de um câncer na língua.
"O presidente tomou a decisão de escolher a recomendação da Comissão de Graças Presidenciais que não recomenda a concessão de indulto, em consequência o presidente não exerce seu poder de indultar o senhor Alberto Fujimori", disse o ministro da Justiça, Daniel Figallo.
"Este relatório contém uma série de informações...e, nesse sentido, foi considerado que o senhor Alberto Fujimori não tem doença terminal, que era uma das questões que poderia ter sido relevante para a tomada de decisão. Também não tem uma doença grave, incurável ou degenerativa", acrescentou.
O cancelamento de uma sentença por abusos aos direitos humanos, que na América Latina foi considerada histórica, teria aberto feridas do conflito interno brutal, ocorrido nas décadas de 1980 e 1990, o que para muitos peruanos permanecem sem cura.
E também teria acarretado consequências políticas para Humala, que chegou ao poder em 2011, após uma votação apertada contra a filha mais velha do ex-presidente, Keiko Fujimori, que pode ser candidata presidencial nas eleições de 2016.
Em uma pesquisa realizada em maio, 61 por cento dos entrevistados disseram ser a favor do indulto a Fujimori, enquanto 35 por cento afirmaram ser contra.
(Reportagem de Marco Aquino)












