Presidente ucraniano diz que integração com UE deve ser feita "como iguais"
Milhares continuam a protestar em Kiev contra decisão presidencial de não assinar acordo
Internacional|Do R7

O presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, disse neste domingo (1º) que fará todo o possível para acelerar o processo de aproximação de seu país da União Europeia (UE), mas ressaltou que a colaboração com o bloco deve ser feita como "parceiros igualitários".
"Farei tudo o que dependa de mim para acelerar o processo de aproximação da Ucrânia com a União Europeia, sem permitir para isso grandes perdas para nossa economia nem a piora das condições de vida de nossos cidadãos", afirmou Yanukovich em mensagem à nação pela comemoração do aniversário do referendo de independência da Ucrânia da União Soviética.
Enquanto isso, a oposição ucraniana se prepara para realizar hoje em Kiev um grande protesto contra a negativa de Yanukovich de assinar o acordo com a UE em Vilnius, e pela repressão exercida na madrugada do sábado (30) pelas forças policiais contra manifestantes na Praça da Independência.
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"Devemos nos guiar exclusivamente pelos interesses nacionais e ser responsáveis diante do futuro. Devemos situar nosso país no mapa político da Europa e do mundo, como um Estado grande e soberano", acrescentou Yanukovich.
— Somos um país europeu e nosso caminho está marcado pela história. Ao mesmo tempo, minha convicção profunda é que a integração com a União Europeia deve ser como sócios igualitários.
As palavras de Yanukovich confirmam a posição que expressou em 21 de novembro, quando anunciou sua rejeição a um Acordo de Associação negociado com a UE após alegar que a Ucrânia sofrerá grandes perdas para adaptar sua economia e sua legislação ao bloco europeu.
No entanto, na cúpula de Vilnius, realizada na semana passada entre a UE e a Associação Oriental, o líder ucraniano disse que seu país mantinha a intenção de assinar o documento para se aproximar o país dos valores e padrões da União Europeia.
Mas pediu aos membros europeus um "trabalho conjunto sobre um programa de ajuda à Ucrânia" que permita ao país "se preparar para as sequelas negativas do período inicial que, sem dúvida, sentirão as camadas mais desfavorecidas dos ucranianos" após a assinatura do acordo.












