Presidentes de Brasil e Bolívia revisarão agenda bilateral em setembro
Hoje, a relação dos dois países é dominada pelo negócio do gás natural e a luta contra o narcotráfico
Internacional|Do R7
A presidente Dilma Rousseff se reunirá com o colega boliviano, Evo Morales, em meados de setembro em Brasília para revisar a agenda bilateral, marcada pelo setor energético, informou neste sábado(31) o chefe de Estado da Bolívia.
Dilma "nos propôs fazer, em meados de setembro, uma reunião bilateral que vai ser realizada na cidade de Brasília (..) para abordar outros temas de investimento, cooperação, créditos", disse Morales a jornalistas depois de jogar futebol, esporte que pratica, nos arredores de La Paz.
O presidente disse que o encontro foi acertado na sexta-feira (30), durante a cúpula da Unasul, no Suriname, onde os dois chefes de Estado resolveram uma desavença devido à fuga da Bolívia, com ajuda de um diplomata brasileiro, de um senador boliviano de oposição que o governo considera corrupto.
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Este sábado, Morales deu por "resolvido o problema", que durante a semana havia deixado tensas as relações entre Brasília e La Paz.
A agenda bilateral é dominada pelo negócio do gás natural e a luta contra o narcotráfico.
No entanto, durante o encontro de setembro será dada ênfase ao aspecto comercial, especialmente na indústria têxtil, que a Bolívia quer introduzir no mercado brasileiro, disse o presidente.
A Bolívia tem no Brasil e na Argentina os principais destinos para seu gás natural. Relatórios oficiais apontam que as vendas entre janeiro e julho para estes dois países chegaram a um valor de 3,537 bilhões de dólares, 22,7% a mais que o mesmo período de 2012.
Em março, uma reunião de chanceleres dos dois países na cidade boliviana de Santa Cruz tinha decidido intensificar a agenda de integração bilateral que inclui temas comerciais, industriais, migratórios e de combate ao narcotráfico.
O Brasil tem uma balança comercial deficitária com relação à Bolívia, que vende para este país uma média de 31 milhões de metros cúbicos diários (mmcd) de gás natural.
A fronteira territorial comum é de 3.133 km em quase toda a selva amazônica, região com pouco controle, onde prolifera o contrabando, especialmente de madeira, e a circulação de cocaína.










