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Processo de paz colombiano entra em ponto crucial ciclo do diálogo: drogas

Internacional|Do R7

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Bogotá, 11 mai (EFE).- A delegação de paz do governo colombiano viaja neste domingo a Cuba para uma rodada crucial de negociações com as Farc, a última antes das eleições presidenciais de 25 de maio e da qual pode sair um acordo sobre o tema das drogas ilícitas. Quem se referiu hoje ao tema da paz foi o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, candidato à reeleição, em mensagem enviada pelo dia das mães. "Hoje, no conforto de nossos lares, pensemos em como construir famílias em harmonia e também um país em paz, que é o bem supremo de toda sociedade", disse. Para Santos, que fez da construção da paz o eixo de seu governo e da campanha para a reeleição, é necessário fazer um esforço "para que crianças e jovens de nosso país sejam, ao fim, a geração da paz". O ciclo das conversas entre o governo e as Farc começa nesta segunda-feira em Havana e é provável que até o dia 22, quando termina a rodada, seja anunciado um acordo sobre as drogas ilícitas, um agravante do conflito colombiano. "Estamos discutindo (a questão das drogas) desde novembro. Não sabemos se chegaremos a um acordo no próximo ciclo ou não. O que posso afirmar é que se houver, o comunicaremos à população colombiana, e se não também", disse na quinta-feira Humberto La Calle, chefe da equipe negociadora do governo. La Calle quis pôr fim às especulações que circulam no país, de que o acordo sobre drogas será anunciado no próximo dia 22, três dias antes das eleições presidenciais, para dar um impulso na reta final à campanha de Santos. "Não regulamos a negociação para vir tocar este tema em cima das eleições", garantiu o chefe negociador. No entanto, os acordos já fechados nos dois primeiros pontos dos seis que a agenda tem, o de terras e desenvolvimento rural, e o de participação política, demoraram em média seis meses, o mesmo tempo que já duram as discussões em Cuba sobre drogas ilícitas, e não seria de se estranhar um anúncio nesta rodada. No encerramento do ciclo anterior, no último dia 4, o chefe negociador das Farc, Luciano Marín Arango, conhecido como "Ivan Márquez", número dois do grupo guerrilheiro, falou de "avanços significativos" e previu: "em algum momento seguramente vamos dar notícias em relação a este assunto". O chefe guerrilheiro leu também uma declaração em que indicou que as partes estão a ponto de fechar o tema das drogas ilícitas e que já se preparam para o início do quarto, o das vítimas do conflito, com a proposta das Farc de conformar uma comissão da verdade. O início da nova rodada de diálogos coincide com uma polêmica pela denúncia da promotoria de que a partir de uma empresa instalada em Bogotá eram feitas intercepções ilegais de e- mails para "sabotar" o processo de paz. A empresa está relacionada com a campanha presidencial do Centro Democrático, um movimento político liderado pelo ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), senador eleito e forte crítico do processo de paz. O Centro Democrático reconheceu que a empresa "prestou serviços de divulgação em redes sociais e segurança de informática" à campanha de seu candidato presidencial, Óscar Iván Zuluaga, que admitiu ter se encontrado uma vez com o hacker Andrés Sepúlveda, detido na operação, mas afirmou não saber das atividades ilegais da empresa. O chefe negociador do governo disse que "seria uma tolice que não há certeza (da espionagem). É evidente que há sérios indícios que isso está acontecendo. Parece que há empresas privadas que vendem informação", criticou La Calle. EFE joc/cd

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