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Procuradoria egípcia ordena prisão preventiva de mais de 300 muçulmanos

Internacional|Do R7

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Cairo, 19 ago (EFE).- A Procuradoria-Geral do Egito ordenou nesta segunda-feira a detenção preventiva durante 15 dias de mais de 360 membros da Irmandade Muçulmana por supostamente participarem e incitarem a violência nos protestos de sexta-feira no Cairo, informou uma fonte oficial. A agência estatal egípcia "Mena" afirmou que os estão entre os detidos após os distúrbios que aconteceram perto da delegacia do bairro de Al Ezbekiya e na mesquita Al Fateh da praça Ramsés no Cairo. Os detidos são acusados de "pertencer a uma quadrilha que pretende prejudicar a segurança pública através do terrorismo, do assassinato, da posse de armas e explosivos e da resistência às autoridades". Além disso, são acusados do fechamento de estradas, incêndio, sabotagem de propriedades públicas e privadas e ocupação de lugares de interesse publico. A Procuradoria ordenou ainda a detenção preventiva, pelo mesmo tempo, do imã da mesquita de Al Fateh por incitar a ocupar esse templo e pedir para atacarem a dita delegacia. A praça de Ramsés, onde fica a mesquita Al Fateh, foi palco de confrontos violentos no fim de semana passado entre os serviços de segurança e seguidores da Irmandade Muçulmana que protestavam contra o desmantelamento de seus acampamentos nas praças Rabea al Adauiya e Al-Nahda, no Cairo. No sábado, a polícia egípcia invadiu violentamente a mesquita do Fatah onde se refugiavam centenas desses manifestantes, que precisaram ser protegidos de uma multidão de civis exaltados que pretendiam linchá-los. Por sua vez, a procuradoria da cidade de Al Mansura (norte) ordenou a detenção preventiva durante 15 dias de seis dirigentes locais da Irmandade Muçulmana por "pertencer a grupos que agem para prejudicar a segurança publica e prejudicar a economia". Enquanto, outros quatro dirigentes da Irmandade na província de Al Garbiya, no delta do Nilo, foram detidos por seu suposto envolvimento em distúrbios nessa província, que deixaram quatro mortos e 70 feridos, segundo a agência oficial. EFE ms/tr

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