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Promotoria paraguaia confirma acusações no caso do massacre de Curuguaty

Internacional|Do R7

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Assunção, 10 jul (EFE).- O procurador-geral do Paraguai, Javier Díaz Verón, garantiu nesta quarta-feira que as distintas linhas de investigação do caso Curuguaty, o massacre que causou a destituição do presidente Fernando Lugo, chegaram a mesma conclusão. Verón deu esta explicação hoje para Lugo e outros três senadores da Frente Guasú (FG), em seu escritório. O ex-presidente explicou que a bancada de senadores da FG solicitou o encontro para "retomar" a conversa iniciada três meses atrás, quando foram informados da instalação de novos grupos de apuração. Seis policiais e 11 camponeses morreram em 15 de junho de 2012, em um confronto durante operação policial de despejo de "sem terras", em fazenda na cidade de Curuguaty, no nordeste do país, que é disputada pelo governo paraguaio e a família do empresário Blas N. Riquelme. O promotor de Curuguaty, Khalil Rachid, acusou 12 camponeses pelos crimes de homicídio doloso, associação criminosa e invasão de imóvel, após concluir que houve uma emboscada contra policiais. A audiência preliminar do caso está prevista para acontecer na próxima segunda-feira, após diversas suspensões desde fevereiro. Além disso, a procuradoria de Direitos Humanos abriu investigação para determinar se houve abusos na atuação da polícia, como denunciaram os advogados de defesa dos camponeses. Como o próprio Lugo confirmou, as acusações seguem recaindo sobre os camponeses, de acordo com as diversas investigações. Lugo, que tinha anunciado que uma comissão independente, apoiada pela OEA, averiguaria o caso de Curuguaty foi destituído como presidente uma semana depois em um julgamento político no parlamento paraguaio. EFE ja/bg

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