Protesto no Parlamento búlgaro atrasa saída de políticos e deixa 12 feridos
Manifestantes se sentaram no chão para impedir a passagem de ônibus que saía com deputados
Internacional|Do R7
A concentração de milhares de manifestantes em frente ao Parlamento búlgaro se prolongou até a madrugada desta quarta-feira (24), sem que uma centena de deputados e três ministros pudessem deixar o edifício por causa do protesto antigovernamental que deixou pelo menos 12 pessoas feridas, entre elas dois agentes.
Os legisladores só conseguiram deixar o Parlamento por volta da 1h local, depois que a primeira tentativa de retirá-los em um ônibus cinco horas antes acabou frustrada pela presença de milhares de pessoas que rodeavam o edifício.
Segundo pôde comprovar a Agência EFE, os manifestantes sentaram sobre o chão para impedir a passagem do veículo, escoltado por dois tangues da Polícia, e quebraram várias janelas com pedradas, fato que fez com que o ônibus retornasse ao interior do Parlamento.
Somente após a formação de um corredor de segurança com aproximadamente 400 policiais, os deputados e ministros conseguiram deixar o Parlamento.
De acordo com fontes policiais, duas pessoas foram detidas durante o incidente. Na manhã desta quarta-feira, dezenas de pessoas voltaram a bloquear o trânsito em frente ao prédio do Parlamento búlgaro, que, por sua vez, suspendeu a sessão ordinária prevista para hoje (24).
O protesto iniciado na noite de ontem foi o primeiro que registrou episódios violentos após 40 jornadas consecutivas de manifestações e concentrações cidadãs contra o Executivo do economista independente Plamen Oresharski, no poder desde maio.
Os manifestantes acusam tanto governo como a classe política em geral de ignorar o interesse público e atuar só em beneficio da oligarquia econômica. A onda de protestos no país mais pobre da União Europeia foi iniciada após a nomeação de um conhecido empresário como novo chefe dos serviços secretos há seis semanas.
Embora o governo tenha recuado quase que de imediato, a retificação não acalmou os ânimos nas ruas. O Executivo conta somente com o apoio dos deputados socialistas e dos do partido da minoria turca, que não somam a maioria absoluta das cadeiras.











