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Protestos em massa varrem a Turquia após prisão de prefeito de Istambul

Dezenas de milhares de manifestantes ao redor protestaram na noite de sábado contra a prisão de Ekrem Imamoglu

Internacional|Do R7

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De acordo com o governo turco, ao menos 343 pessoas foram detidas durante as manifestações
De acordo com o governo turco, ao menos 343 pessoas foram detidas durante as manifestações Reprodução/X - @HadiNasrallah

Os maiores protestos na Turquia em mais de uma década tomaram as ruas de Istambul na noite de sábado (22) após a prisão do prefeito da capital turca, Ekrem Imamoglu, um dos principais opositores do atual presidente, Recep Tayyip Erdogan.

Manifestantes acusam o governo de usar a máquina pública para silenciar a oposição e barrar uma possível candidatura de Imamoglu à presidência em 2028.

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O que motivou os protestos

Ekrem Imamoglu, prefeito de Istambul e integrante do Partido Republicano do Povo (CHP), foi detido no dia 19 de março sob acusações de corrupção e suposta colaboração com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), grupo considerado terrorista pelo governo turco, Estados Unidos e União Europeia. Além dele, mais de 100 pessoas foram presas, incluindo dois prefeitos distritais.

A prisão ocorreu poucos dias antes de o CHP definir seu candidato presidencial, no momento em que Imamoglu despontava como o nome mais forte para desafiar Erdogan nas eleições de 2028.

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Opositores veem a ação como uma tentativa de minar a candidatura do prefeito. No dia anterior à prisão de Imamoglu, a Universidade de Istambul também revogou seu diploma, o que poderia torná-lo inelegível para concorrer à presidência.

Repressão e resposta do governo

Desde quarta-feira (19), quando Imamoglu foi preso, os protestos se intensificaram e culminaram, no sábado (22), na maior manifestação já vista na Turquia desde as revoltas do Parque Gezi, em 2013.

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Em Istambul, milhares de manifestantes gritaram palavras de ordem em frente ao tribunal onde Imamoglu foi interrogado. Em Ancara e Izmir, a polícia respondeu com gás lacrimogêneo, spray de pimenta e canhões de água contra os protestos.

De acordo com o ministro do Interior, Ali Yerlikaya, ao menos 343 pessoas foram detidas durante as manifestações. O governo alega que não há motivação política na prisão de Imamoglu e que as instituições judiciais atuam de forma independente.

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Erdogan criticou os protestos e afirmou que “os dias de vandalismo e terror de rua ficaram para trás”.

Impacto político

Os protestos não se limitam apenas à defesa de Imamoglu. Para muitos manifestantes, o episódio representa problemas mais amplos da Turquia, como o enfraquecimento da democracia, crise econômica, desafios na educação e deficiências no sistema de saúde.

Apesar da crise política, o CHP confirmou que as primárias do partido seguirão como planejado, com a participação de cerca de 1,5 milhão de delegados. Caso Imamoglu não possa concorrer, a oposição terá que buscar outro nome para enfrentar Erdogan nas próximas eleições.

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