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PSC decide manter Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos

Internacional|Do R7

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Brasília, 26 mar (EFE).- A Executiva e a bancada do PSC na Câmara apoiaram nesta terça-feira a manutenção do pastor e deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos, apesar da onda de protestos por sua suposta defesa de ideias racistas e homofóbicas. Feliciano, evangélico e militante do PSC, foi alvo de várias críticas desde que no dia 7 de março foi eleito presidente dessa comissão que, entre outras atribuições, tem a missão de elaborar leis orientadas a proteger os direitos das minorias raciais e sexuais. A polêmica levou hoje o PSC a realizar uma reunião extraordinária para avaliar o apoio a Feliciano, após a qual, a Executiva do partido anunciou o respaldo a seu militante. O vice-presidente do PSC, Everaldo Pereira, em declarações a jornalistas, pediu aos demais partidos que "respeitem" sua decisão e defendeu a figura de Feliciano. "No PSC entendemos que ele não é racista nem homofóbico. Até pode ter havido declarações inconvenientes, mas o deputado Feliciano já se desculpou pelas afirmações e qualquer um pode ter um deslize", afirmou Pereira. Os críticos do polêmico deputado lhe atribuem frases como a afirmação que a raça negra é "maldita", que a aids é "um câncer homossexual" e que "o amor entre pessoas do mesmo sexo leva ao ódio e ao crime". Feliciano tentou explicar suas opiniões através de sua própria interpretação da Bíblia e conceitos religiosos, mas isso não fez mais que agitar uma onda de indignação que correu o país. Nesta segunda-feira, artistas como o músico Caetano Veloso e o ator Wagner Moura participaram de um ato de protesto no Rio de Janeiro, que foi convocado pelo deputado Jean Willys (PSOL), que também faz parte da Comissão de Direitos Humanos. A indignação trespassou as fronteiras do país e ontem a Anistia Internacional criticou a permanência de Feliciano nesse cargo, o que classificou de "inaceitável" por suas "posições claramente discriminatórias". Através de um comunicado, a Anistia Internacional também pediu que o Congresso "reconheça o grave equívoco cometido" e a "corrigir" o erro que representou a escolha de Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos. EFE jbl-mp/rsd

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