Putin põe tropas próximas à Ucrânia e no centro da Rússia em estado de alerta
Na terça, o líder dirigiu uma reunião do Conselho de Segurança russo sobre a situação ucraniana
Internacional|Do R7, com EFE e AFP

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta quarta-feira (26) que as unidades militares no oeste — um vasto território que faz fronteira com a Ucrânia, Belarus, Estados Bálticos, Finlândia e Ártico — e centro do país entre em estado de alerta para verificar sua disposição combativa, informou o ministro russo de Defesa, Sergei Choigu.
"De acordo com uma disposição do presidente da Rússia, às 14h local (7h, em Brasília) de hoje foram postas em alerta as tropas da circunscrição militar Poente", disse Shoigú em reunião do estado-maior do Ministério da Defesa, segundo a agência Interfax.
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Além disso, acrescentou o ministro, também foram postos em estado de alerta o 2º Exército da circunscrição militar Centro e os comandantes da Força Área, as Forças Aerotransportadas, a Aviação Estratégica e de Transporte.
"O comandante supremo (Putin) colocou a missão de comprovar a disposição combativa das tropas em ações para resolver situações de crise que representam uma ameaça para a segurança do país", precisou Shoigú.
A operação deve durar até 3 de março, indicou.
O ministro explicou que a verificação da preparação combativa das tropas será realizada em dois períodos: a primeira de desdobramento, até quinta-feira, e a segunda, que inclui exercícios militares em terra e ar, até 3 de março.
O ministro da Defesa antecipou que todas as unidades que participam dos exercícios voltarão a seus lugares permanentes antes de 7 de março próximo.
Os últimos exercícios militares imprevistos de grande envergadura na Rússia ocorreram em julho do ano passado e foram os maiores realizados no país desde o desaparecimento da União Soviética. Segundo a Defesa, nessas manobras participaram mais de 80 mil soldados militares.
Na terça-feira (25), Putin dirigiu uma reunião do Conselho de Segurança russo sobre a situação na Ucrânia.
O líder ainda não se expressou publicamente sobre a destituição na Ucrânia do presidente Viktor Yanukovytch e a chegada de novas autoridades em Kiev.
O primeiro-ministro Dmitri Medvedev considerou na segunda-feira ser "uma aberração considerar como legítimo o que foi resultado de uma revolta". "Será difícil trabalhar com um tal governo", declarou.
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