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Quais os riscos de o bloqueio dos EUA desencadear uma batalha naval em Ormuz?

Ameaças e o cessar-fogo frágil entre Estados Unidos e Irã criam um cenário sombrio para o estreito localizado no Oriente Médio

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA estão realizando um bloqueio naval ao Irã no estreito de Ormuz com mais de 10 mil militares e várias embarcações e aviões.
  • A reação do Irã a possíveis abordagens de navios pode incluir ataques a embarcações no Golfo ou infraestruturas na região.
  • Trump advertiu que qualquer navio iraniano que se aproximar do bloqueio será "eliminado".
  • O cenário de tensões e ameaças no estreito de Ormuz pode afetar gravemente a economia global, elevando os preços do petróleo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Destróier da Marinha dos EUA participa de operação no estreito de Ormuz Centcom (Comando Central dos Estados Unidos)

O bloqueio naval dos EUA ao Irã no estreito de Ormuz está mobilizando mais de 10 mil militares apoiados por navios de guerra e dezenas de aviões. Mas o que aconteceria se os americanos precisarem abordar e apreender navios que furassem o bloqueio? E se a embarcação estiver transportando petróleo para China ou, ao contrário, para parceiros comerciais do governo de Donald Trump? E qual seria a reação do Irã?

“Sinceramente, acredito que se começarmos a fazer isso, o Irã terá algum tipo de reação”, disse o almirante aposentado Gary Roughead, ex-chefe de operações navais dos EUA, à mídia americana especializada em defesa. Segundo ele, o Irã poderia disparar contra navios no Golfo ou atacar a infraestrutura dos estados da região que abrigam forças americanas.


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Na segunda-feira (13), Trump afirmou que qualquer navio iraniano que se aproximar do bloqueio em Ormuz será “eliminado”. “A Marinha do Irã jaz no fundo do mar, completamente destruída – 158 navios. O que não atingimos foram seus poucos navios, que eles chamam de ‘navios de ataque rápido’, porque não os consideramos uma grande ameaça. Aviso: Se algum desses navios se aproximar do nosso bloqueio, será imediatamente eliminado, usando o mesmo sistema de eliminação que usamos contra os traficantes de drogas em barcos no mar”, escreveu na rede social Truth Social.

Até este momento do conflito, o Irã tem optado por enfrentar as forças americanas com minas navais, mísseis antinavio e drones, o que, segundo analistas do regime persa, é mais eficiente do que entrar em uma batalha naval tradicional, onde a disparidade com o poderio militar dos EUA é bastante acentuada.


Segundo o Centcom (Comando Central dos Estados Unidos), nenhum navio conseguiu passar pelo bloqueio dos EUA nas primeiras 24 horas da operação. “Seis embarcações mercantes acataram as ordens das forças dos EUA para dar meia-volta e reentrar em um porto iraniano no Golfo de Omã”, acrescentou em comunicado divulgado na terça-feira (14).

Com embarcações suficientes, os Estados Unidos podem estabelecer um bloqueio que intimidaria muitos petroleiros comerciais, impedindo-os de tentar atravessar o território com petróleo iraniano.


Sites de monitoramento do tráfego naval, no entanto, indicam que pelo menos o petroleiro chinês Rich Starry atravessou o estreito de Ormuz quando o bloqueio já estava em vigor. O navio-tanque de médio porte transporta aproximadamente 250 mil barris de metanol. A embarcação e sua proprietária, a empresa chinesa Shanghai Xuanrun Shipping Co Ltd, são alvos de sanções dos Estados Unidos por negociarem com o Irã.

As ameaças e o cessar-fogo frágil entre os países criam um cenário sombrio para o estreito de Ormuz, que poderia se tornar cenário para uma batalha com consequências imprevisíveis e negativas para a economia global.


As ameaças do Irã à navegação fizeram com que os preços globais do petróleo disparassem cerca de 50% nas primeiras semanas de conflito. Trump afirmou no domingo (12) que o preço do petróleo e da gasolina pode permanecer alto nos Estados Unidos até as eleições de meio de mandato de novembro.

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