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Rappers Jay-Z e Meek Mills lançam ONG para reformar leis nos EUA

Objetivo do grupo é mudar leis sobre liberdade condicional e provisória; estimativa é de que 4 milhões de pessoas estejam nessas condições

Internacional|Fábio Fleury, do R7

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Jay-Z durante o lançamento da Reform, em Nova York
Jay-Z durante o lançamento da Reform, em Nova York

Os rappers Jay-Z e Meek Mill lançaram esta semana uma iniciativa para melhorar as leis de execuções penais dos EUA. A Reform Alliance ("Aliança pela Reforma", em tradução livre) tem como principal objetivo reduzir o número de presos nas penitenciárias norte-americanas.

O caso de Mill se tornou emblemático para o lançamento da proposta. No ano passado, ele ficou cinco meses preso depois que uma juíza decretou que ele teria violado sua prisão condicional e só foi libertado após uma intensa campanha liderada por Jay-Z e astros da música e do basquete dos EUA.


Agora, a Reform busca mudar as leis que regem o sistema prisional dos EUA, com o primeiro objetivo de tirar do sistema mais de 1 milhão de pessoas que estão em liberdade condicional, para evitar problemas como o que foi enfrentado por Meek Mill.

Reforma na justiça


Segundo comunicado oficial, a ONG tem como principal objetivo "possibilitar a reforma da justiça criminal e eliminar leis obsoletas que perpetuam a injustiça, começando com a liberdade condicional e a liberdade provisória".

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As estimativas são de que, dos cerca de 6,6 milhões de pessoas registradas no sistema penal norte-americano, 4 milhões estejam em liberdade condicional ou provisória.


Além dos rappers, a Reform é tem como CEO Van Jones, ex-assessor do presidente Barack Obama e é encabeçada por executivos de times de basquete e futebol americano. Todos juntos devem investir US$ 50 milhões (cerca de R$ 188 milhões) na organização.

Caso emblemático


A sentença de Mill, emitida em novembro de 2017, é emblemática para mostrar como jovens negros são tratados no país. Ele tinha sido preso em 2006, por ter empinado uma moto durante a gravação de um videoclipe e passou 11 anos em liberdade condicional.

Na audiência de revisão, tanto a promotoria quanto o oficial de condicional tinham declarado que não havia motivo para que ele fosse preso e recomendaram que o caso fosse arquivado.

Mesmo assim, a juíza Genece Brinkley ignorou tudo isso e condenou Meek Mill a uma sentença de 2 a 4 anos de prisão, sem direito a fiança. Segundo ela, o rapper era uma "ameaça à sociedade" e apresentava risco de fuga.

Os advogados do rapper recorreram, alegando que a juíza apresentara uma conduta irregular nas audiências. Ela teria perido que Mill a citasse em uma música e também recomendado que ele mudasse de empresário e contratasse um sócio dela para o lugar.

O rapper foi libertado em abril de 2018, quando seu recurso foi julgado em segunda instância pela justiça da Pensilvânia.

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