Logo R7.com
RecordPlus

Revolta em Burkina Faso deixa de dezenas mortos após golpe de Estado

Manifestantes cobram renúncia, mas presidente diz que continuará no poder

Internacional|Do R7, com agências internacionais

  • Google News
Centenas de manifestantes marcharam na capital do país africano para exigir a renúncia do presidente Blaise Compaoré
Centenas de manifestantes marcharam na capital do país africano para exigir a renúncia do presidente Blaise Compaoré

Cerca de 30 pessoas morreram e ao menos cem ficaram feridas na quinta-feira (30) nos confrontos ocorridos em Burkina Faso, em meio à revolta popular contra o presidente, Blaise Compaoré.

Os números foram divulgados pelo líder da oposição Bénéwendé Sankara. Segundo ele, a renúncia do presidente Compaoré "não é negociável".


— Compaoré enganou todos por 27 anos e agora quer nos enganar ainda mais. Por isso, pedimos sua demissão.

Centenas de manifestantes marcharam na capital do país africano nesta sexta-feira (31) para exigir a renúncia do presidente, um dia depois de os militares dissolverem o Parlamento e anunciarem um governo de transição em decorrência dos protestos violentos.


Presidente de Burkina Faso declara estado de emergência

Manifestantes botam fogo no Parlamento de Burkina Fasso para impedir votação


"Nós não queremos ele. Queremos ele fora do poder. Ele não é nosso presidente", disse o manifestante Ouedrago Yakubo à Reuters. Os manifestantes se reuniram na principal avenida da capital Ouagadougou e em frente ao quartel-general dos militares.

Compaoré, um aliado próximo da antiga colonizadora França que tomou o poder num golpe em 1987, disse na quinta-feira à noite que permaneceria no cargo para comandar um governo de transição até depois das eleições.


O anúncio do presidente foi feito após o chefe das Forças Armadas, general Honoré Traoré, dizer que iria abrir negociações com todos os partidos políticos para a criação um governo interino, com o objetivo de organizar eleições democráticas no país da África Ocidental no prazo de um ano.

Benewede Sankara, um proeminente membro da oposição, disse que o comunicado de Troaré era equivalente a um golpe militar.

"A saída de Compaoré é uma condição e não negociável. Por 27 anos, Compaoré tem nos ludibriado. Mesmo agora, ele está tentando nos enganar e enrolar as pessoas", disse ele à rádio RFI.

Os acontecimentos em Ouagadougou estão sendo acompanhados de perto por uma geração de líderes há muito no poder em países da África, que estão se prevenindo contra limites constitucionais a seus mandatos.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.