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Roger Pinto viaja para interior de Goiás para evitar "politização" do caso

Internacional|Do R7

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Brasília, 1 set (EFE).- O senador boliviano Roger Pinto, que estava em Brasília desde que fugiu da embaixada brasileira em La Paz se refugiou em uma casa no interior de Goiás para evitar a "politização" de seu caso, informou neste domingo seu advogado, Fernando Tibúrcio. "O senador está bem de saúde e confiante que em breve a situação dele de asilado político será definida pelo governo brasileiro. Ele quer que seus direitos de asilado sejam garantidos", disse Tibúrcio a Agência Brasil. O advogado explicou que o senador teme pela "politização" do caso e por isso foi aconselhado a deixar a capital para evitar que sua presença física "prejudique o debate técnico e jurídico". Tibúrcio admitiu na sexta-feira à Agência Efe que teve "conversas preliminares" com embaixadores de outros dois países, sem revelar quais, para explorar a possibilidade de pedir asilo para seu cliente. Mas Roger Pinto preferiria ficar no Brasil, onde mora sua família desde que entrou na embaixada brasileira em La Paz em 28 de maio de 2012 e recebeu asilo diplomático dias depois. O jurista adiantou que após receber oficialmente o status de "refugiado", Roger Pinto pretende viajar para o Acre, na fronteira Bolívia e onde vivem sua esposa e duas filhas, que não vê há mais de um ano. O legislador boliviano saiu de La Paz em um carro oficial da embaixada, escoltado por soldados brasileiros, até Corumbá, sem que o governo boliviano tivesse expedido o devido salvo-conduto. Ele foi ajudado pelo encarregado de negócios da embaixada, Eduardo Sabóia, que perdeu o cargo pela atitude. Roger Pinto é um ferrenho opositor do governo Evo Morales e é acusado pela justiça boliviana de corrupção, uma situação que provocou um conflito entre Brasil e Bolívia e também a saída do ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota. O presidente boliviano, Evo Morales, exigiu que o Brasil "devolva" o senador e solicitou a Interpol que emita uma ordem de "captura" internacional. O Itamaraty afirma não ter recebido nenhum pedido oficial do governo da Bolívia. EFE wgm/cd

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