Rússia convoca representante militar perante Otan para consulta
Internacional|Do R7
Moscou, 3 abr (EFE).- O governo da Rússia convocou nesta quinta-feira seu representante militar perante a Otan, o general Valeri Yevnevich, após a Aliança ter suspendido a cooperação com o país. "A política de instigar a tensão de maneira artificial não é uma escolha nossa. De todas as formas, não vemos possibilidade de continuar a cooperação militar com a Otan como até agora", assegurou Anatoli Antónov, vice-ministro da Defesa russo, às agências locais. Antonov assegurou que, a partir de agora, a cooperação militar com a Otan se aplicará "a partir dos passos práticos dados pelos parceiros na 'contenção' da Rússia". "A decisão de suspender a cooperação por linha militar e civil com a Rússia anula os resultados do trabalho conjunto dos últimos anos. Esperamos que Bruxelas tenha calculado as consequências de tal passo para a segurança euroatlântica", completou Antonov. O vice-ministro da Defesa russo também advertiu que a decisão de reforçar a presença militar aliada no leste da Europa, próximo às fronteiras russas, não contribuirá para reduzir a tensão na região. Ontem, o Kremlin expressou sua inquietação pelo possível reforço da presença militar da Otan no leste da Europa, após a Rússia ter anexado a península ucraniana da Crimeia. Em conversa telefônica, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, advertiu ao secretário de Estado americano, John Kerry, que a decisão da Otan não ajudará estabilizar a situação na Ucrânia. A Rússia mantém que a decisão da Aliança revive o contexto da Guerra Fria e traz à memória os fatos ocorridos após a guerra russo-georgiana de 2008 pelo controle da Ossétia do Sul, quando a Otan congelou a cooperação com o país durante três meses. O embaixador russo perante a Aliança, Aleksandr Grushko, tachou de "infundadas e inventadas" as afirmações sobre os "planos agressivos de Moscou" que supostamente ameaçariam os membros da Otan. A Rússia "tomará todas as medidas necessárias para garantir sua segurança", advertiu Grushko. Na última terça-feira, os ministros das Relações Exteriores da Otan decidiram desenvolver "com urgência" medidas para reforçar sua defesa coletiva, as quais poderiam incluir desdobramentos ou o reforço de soldados militares no leste da Europa. Além disso, confirmaram a suspensão de toda a cooperação prática civil e militar com a Rússia, embora tenham mantido abertos os canais diplomáticos. EFE io/fk












