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Rússia já perdeu cerca de R$ 234 bilhões desde início da crise ucraniana

Os europeus e americanos anunciaram sanções econômicas contra Moscou

Internacional|Do R7

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Cerca de R$ 234 bilhões (76,4 bilhões de euros) de capital já saiu da Rússia desde o início da crise na Ucrânia, declarou nesta segunda-feira (28) na Câmara dos Comuns o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague. Em um comparecimento para explicar as novas sanções impostas pela União Europeia ao Estado russo, o ministro afirmou que a Rússia "já está pagando um alto preço" por seus atos na Ucrânia.

Segundo Hague, Moscou "não deu nem só um passo positivo" para resolver a crise no país e descumpriu o acordo de Genebra de 17 de abril, pactuado com Kiev, a União Europeia e os Estados Unidos para normalizar a tensa situação na Ucrânia.


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O chefe do Foreign Office ressaltou, no entanto, que "as portas da diplomacia seguem abertas" se o governo russo quiser negociar uma solução ao conflito.

A UE acordou hoje ampliar em 15 pessoas a lista que já incluía 33 russos e ucranianos que tiveram seus bens congelados e seus vistos proibidos para entrar em território comunitário por seu envolvimento na crise ucraniana.


Paralelamente, os Estados Unidos anunciaram sanções contra 17 companhias e sete altos cargos governamentais, dois muito próximos ao presidente russo, Vladimir Putin.

As novas sanções europeias foram decididas em nível dos embaixadores dos vinte e oito, em reunião convocada em Bruxelas depois que os países do G7 (EUA, França, Reino Unido, Japão, Itália, Alemanha e Canadá) acordaram na sexta-feira promulgar sanções contra a Rússia por seu apoio às milícias pró-Rússia que ocuparam edifícios oficiais no leste da Ucrânia.


A região ucraniana da Crimeia, de maioria russófona, foi anexada pela Rússia em 21 de março após um referendo separatista convocado em protesto contra o novo governo de Kiev, formado depois da cassação em 22 de fevereiro do presidente ucraniano, Viktor Yanukovich.

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A rebelião dos ucranianos de origem russa se estendeu a outras zonas do sudeste da Ucrânia, como Donetsk, e Hague assinalou hoje que se a Rússia realizar incursões militares nesse área, afrontará ainda mais sanções econômicas e comerciais.

Londres acolhe amanhã o Fórum para a Recuperação de Ativos da Ucrânia, no qual participarão a ministra britânica do Interior, Theresa May, o procurador-geral americano, Eric Holder, e o titular do Interior ucraniano, Arsen Avakov.

Segundo May, o objetivo desta reunião, que termina na quarta-feira, é ajudar o governo ucraniano a recuperar dinheiro roubado ou fruto da corrupção que foi tirado do país, para que a Ucrânia possa estabelecer os fundamentos de um futuro mais estável.

Holder afirmou que a comunidade internacional permanece unida em sua "determinação de apoiar os líderes e cidadãos da Ucrânia em sua luta contra a corrupção e seus esforços para assegurar a estabilidade e soberania de uma Ucrânia forte e livre".

Paralelamente, o Ministério da Defesa do Reino Unido anunciou hoje que enviou quatro aviões da Real Força Aérea para defender o espaço aéreo dos países bálticos como parte da resposta da Otan perante a crise da Ucrânia. 

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