Sarkozy planeja criar novo partido para voltar à política ativa
Internacional|Do R7
Paris, 7 dez (EFE).- O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy, que se retirou da política ativa após sua derrota nas eleições de maio de 2012, planeja voltar, mas não por seu ex-partido, o conservador UMP, e sim um novo. A informação, revelada pela revista "Le Nouvel Observateur", foi confirmada pela emissora "France Info", que citando um antigo ministro de Sarkozy afirmou que o ex-chefe do Estado "certamente" só pensa em se reintegrar à atividade política. Segundo o depoimento, feito sob anonimato por uma pessoa próxima ao ex-presidente, essa é a impressão que todos os que o visitam em seu escritório particular de advocacia têm. Outra mensagem que fica com os que vão vê-lo é seu cansaço com o atual presidente da União por uma Maioria Popular (UMP), Jean-François Copé (que foi ministro durante seu mandato), e contra o ex-primeiro-ministro François Fillon. Copé e Fillon protagonizaram um famoso duelo pela liderança da legenda, com uma votação em novembro de 2012 muito acirrada e marcada por denúncias de fraude por ambas as partes, o que esteve a ponto de provocar uma cisão. Para evitar esse extremo, se chegou a um acordo pelo qual Copé se mantém à frente da UMP, com o compromisso de organizar eleições primárias abertas para designar seu próximo candidato ao Palácio do Eliseu para 2017. De acordo com o "Le Nouvel Observateur" e a emissora de rádio "France Info", Sarkozy não está interessado nesse processo de primárias às quais Fillon mostrou intenção de se candidatar, inclusive contra o ex-presidente. Pelo contrário, o ex-chefe do Estado confia no potencial de um novo partido, levando em conta que no meio do ano foram arrecadados 11 milhões de euros para pagar a multa imposta a seu partido por ter superado os limites de financiamento na campanha eleitoral de 2012. EFE ac/id











