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Sarkozy processará ex-conselheiro por divulgação de conversas privadas

Internacional|Do R7

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Paris, 6 mar (EFE).- O ex-presidente da França Nicolas Sarzkoy e sua esposa, a ex-modelo e cantora Carla Bruni, anunciaram nesta quinta-feira que apresentarão uma denúncia contra a divulgação das conversas gravadas por um ex-conselheiro do ex-chefe de Estado. Sarkozy e Bruni "não podem aceitar que estas declarações, feitas na intimidade, tenham sido gravadas e divulgadas sem seu consentimento", indicaram seus advogados em comunicado. Segundo os advogados do ex-casal presidencial, Thierry Herzog e Richard Malka, "a proteção do sigilo das conversas privadas é uma das bases de uma sociedade democrática". O anúncio de que Sarkozy e Bruni levarão a divulgação dessas conversas aos tribunais ocorre um dia depois do jornal semanal satírico "Le canard enchaîné" e do site "Atlantico" ter publicado trechos de cinco conversas que foram gravadas em 2011 por Patrick Buisson, até então assessor de comunicação Sarkozy. Trata-se de gravações de conversas entre Sarkozy e sua esposa, nas quais brincam sobre dinheiro e patrimônio, e também conversas entre o presidente e seus colaboradores, nas quais opinam sobre alguns ministros ou sobre a imprensa. A divulgação das conversas privadas do ex-casal presidencial francês gerou uma grande polêmica na França, onde o primeiro-ministro, o socialista Jean-Marc Ayrault, encorajou Sarkozy a apresentar uma denúncia formal. Buisson, um antigo jornalista ultraconservador, é considerado um guru da comunicação e foi responsável pela imagem de Sarkozy durante sua infrutífera campanha de reeleição presidencial. Após a repercussão do caso, o ex-conselheiro reconheceu ser o autor das gravações, mas não o de sua divulgação. Segundo Buisson, ele gravou essas conversas como método de trabalho, para evitar tomar notas, e nunca apagou, sendo que elas terminaram na imprensa porque foram roubadas. Neste aspecto, o advogado Fujas-William Goldnadel, em declarações ao canal "BFM TV", afirmou que ex-conselheiro de Sarkozy apresentará uma denúncia por roubo para esclarecer "quem está por trás de tudo isto". No entanto, alguns políticos próximos a Sarkozy assinalaram que ele não tinha consciência de que essas conversas eram gravadas, como Claude Guéant, que foi secretário-geral do Palácio do Eliseu e depois ministro do Interior durante o governo Sarkozy (2007-2012). "Para mim é uma grande surpresa. Não esperava algo assim. Trata-se de um procedimento incompreensível e inaceitável. Nunca ouvi falar de gravações oficiais e nem vi um gravador sobre a mesa", declarou Guéant. EFE jaf/fk

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