Seguem buscas por desaparecidos após naufrágio no rio Danúbio
A forte correnteza do rio e o mau tempo, com fortes chuvas, dificultam as tarefas de resgate. Acidente matou pelo menos sete sul-coreanos
Internacional|Da EFE

As autoridades da Hungria confirmaram, nesta quinta-feira (30), que ainda estão buscando as 21 pessoas desaparecidas, com pouca esperança de encontrá-las vivas, nas águas do rio Danúbio depois do naufrágio de um barco turístico que matou pelo menos sete sul-coreanos.
A forte correnteza do rio e o mau tempo, com fortes chuvas, dificultam as tarefas de busca e resgate, que entretanto foram estendidas a todo o trecho húngaro do Danúbio.
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Segundo os últimos dados oficiais, confirmados pelo Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, equipes de socorro resgataram com vida sete cidadãos do país asiático.
"O estado dos sete feridos, que foram hospitalizados, é estável, eles podem se comunicar e receberam tratamento contra a hipotermia", informou hoje o porta-voz dos serviços de Ambulância, Pal Györfi, à rede de televisão pública "M1".
"Infelizmente, no caso de outras sete pessoas só pudemos confirmar sua morte", acrescentou Györfi, explicando que com as atuais temperaturas da água do Danúbio, de no máximo 15 graus, os corpos perdem rapidamente a temperatura.
O porta-voz da polícia, Kristof Gal, especificou que no cruzeiro "Hableany" pertencente à empresa Budapeste Deck, de 27 metros de comprimento e uma capacidade para 60 pessoas, viajavam 33 turistas sul-coreanos e uma tripulação de dois membros.
As causas do acidente ainda são desconhecidas, mas as primeiras reconstruções dos fatos indicam que embarcação fazia uma excursão turística pelo trecho de Budapeste do Danúbio e colidiu com outro barco maior, por volta das 21h (hora local) de ontem.
Aparentemente, tombou após o choque e afundou rapidamente ao pé da ponte Margarita, perto do emblemático edifício do Parlamento.
A embaixada da Coreia do Sul na Hungria estabeleceu sua própria equipe para o resgate, com diversas iniciativas consulares e está em estreita coordenação com as autoridades locais, informou o Ministério das Relações Exteriores do país asiático.
Além disso, Seul anunciou que enviará para a Hungria um "grupo de trabalho rápido" com 18 pessoas.














