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Sete morrem em confrontos entre polícia e manifestantes no Egito

Confrontos são os mais sangrentos desde a semana passada, quando 51 pessoas morreram

Internacional|Do R7

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Simpatizantes do presidente deposto, Mohammed Mursi, seguram retrato do ex-líder durante comício na Praça Ramsés que deixou pelo menos dois mortos e 300 feridos, de acordo com islamitas
Simpatizantes do presidente deposto, Mohammed Mursi, seguram retrato do ex-líder durante comício na Praça Ramsés que deixou pelo menos dois mortos e 300 feridos, de acordo com islamitas

Sete pessoas morreram e mais de 260 ficaram feridas quando partidários de Mohamed Mursi entraram em confronto com as forças de segurança e manifestantes contrários ao presidente deposto durante a madrugada, em mais um incidente de violência nas ruas do Egito.

Duas pessoas foram mortas em uma ponte no centro de Cairo onde a polícia e ativistas anti-Mursi entraram em confronto com alguns apoiadores do presidente deposto que estavam bloqueando o caminho através do rio Nilo.


Outras cinco foram mortas no bairro de Giza, também no Cairo, disse o chefe dos serviços de emergência, Mohamed Sultan.

Os confrontos nas ruas, que avançaram até as primeiras horas da manhã de terça-feira (16), foram os mais sangrentos desde que mais de 50 apoiadores de Mursi foram mortos há uma semana. A violência ofusca tentativas das autoridades de avançar com a transição para um regime civil completo, através da nomeação um novo gabinete depois que o Exército derrubou Mursi, um islamista, em 3 de julho.


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"Nós estávamos agachados no chão, estávamos orando. De repente houve gritaria. Olhamos para cima e a polícia estava na ponte atirando bombas de gás lacrimogêneo sobre nós", disse o manifestante pró-Mursi Adel Asman, de 42 anos, que estava tossindo, cuspindo e derramando Pepsi em seus olhos para aliviar o efeito do gás lacrimogêneo.

A calma retornou após o nascer do sol. A violência está localizada numa região mais restrita do que nos dias seguintes à deposição de Mursi, quando 92 pessoas morreram, mas os egípcios ainda estão preocupados com a capacidade das autoridades para restaurar a ordem.


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