Sindicatos e trabalhadores franceses clamam contra a austeridade de Hollande
Internacional|Do R7
Paris, 1 mai (EFE).- Os principais sindicatos franceses se manifestaram nesta quinta-feira em Paris para protestar contra o plano de ajuste apresentado pelo governo socialista francês, em um dia em que o líder da ultradireitista Frente Nacional (FN), Marine le Pen, usou para atacar a União Europeia (UE). "É difícil ver a diferença entre a política de Nicolas Sarkozy e a de François Hollande. Temos a sensação de que uma é a continuação da outra: não aos salários, não ao emprego, sim à queda industrial de nosso país", declarou à imprensa o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Thierry Lepaon. Esse sindicato, junto com Força Operária (FO), a Federação Sindical Unitária (FSU) e a Solidaires, reuniram os trabalhadores na simbólica praça da Bastilha de Paris, símbolo da Revolução Francesa, para protestar contra o plano de ajuste de 50 bilhões de euros entre 2015 e 2017 apresentado pelo governo socialista. A marcha em Paris contou com a participação de 65 mil pessoas, segundo os organizadores, enquanto os sindicatos avaliaram em 210 mil pessoas o total de cidadãos que saíram às ruas em cerca de 300 municípios. Slogans contra a austeridade e contra o presidente Hollande se misturaram com cartazes de sindicatos, de comunistas, retratos de Che Guevara e bandeiras de países latino-americanos como Venezuela, Bolívia e Uruguai em um cortejo com tom festivo. O Primeiro de Maio também serviu de tribuna política para a extrema-direita francesa, que tradicionalmente lembra nessa data a figura de Joana d'Arc e sua vitória no século XV à frente das tropas francesas contra o Exército inglês. Marine Le Pen, a quem várias pesquisas dão como vencedora das eleições ao parlamento Europeu, encorajou o combate à abstenção a seus simpatizantes. "Os que não vão votar deixarão os partidários dessa União Europeia a possibilidade de continuar sua funesta obra", disse Marine em sua demonstração de força sob um painel com um nítido slogan: "Não a Bruxelas, sim à França". EFE jaf/ma (foto) (vídeo)











