Síria completa processo de destruição de seu arsenal químico, segundo Opaq
Internacional|Do R7
Bruxelas, 31 out (EFE).- A Síria completou o processo de destruição de seu arsenal químico, informou nesta quinta-feira a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq). "A Síria cumpriu a data limite fixada pelo Conselho Executivo da Opaq para completar a destruição da produção de armas químicas, e mistura e preenchimento de equipamentos", assinalou a organização em comunicado. A OPAQ esclareceu, no entanto, que o Conselho Executivo ainda terá que aprovar no dia 15 de novembro um plano detalhado de destruição do arsenal químico, que ainda deve ser apresentado pela Síria. O processo de destruição estipulado com a Síria estabelecia duas fases: uma na qual deviam ser eliminadas as instalações de produção de armamento químico antes do início de novembro, e outra que permitiria acabar com todas as armas existentes durante o primeiro semestre de 2014, que é a que falta ser concretizada. A missão conjunta da OPAQ e Nações Unidas inspecionou 21 dos 23 lugares declarados pela Síria, e 39 das 41 instalações localizadas nesses lugares. Os lugares restantes não foram visitados por questões de segurança, mas a Síria assegurou que tinham sido abandonados e que as armas químicas foram transferidas a outros pontos que foram inspecionados, precisa a organização. "A missão conjunta está agora satisfeita de ter verificado e visto a destruição de toda a produção declarada pela Síria e de seus equipamentos para mistura", recalcou a OPAQ. O diretor-geral da Organização para a destruição de Armas Químicas, Ahmet Üzümcü, destacou na nota o trabalho dos oito inspetores que se deslocaram à Síria para as verificações, na qual considerou a missão "mais difícil que a organização empreendeu". A missão conjunta da OPAQ e da ONU se deslocou para a Síria em 1 de outubro com o objetivo de começar o desarmamento químico, após o acordo alcançado em setembro entre Moscou e Washington para evitar uma intervenção militar americano na Síria. Esse acordo ocorreu depois do ataque com armas químicas de 21 de agosto contra bairros da periferia da capital síria que causou mais de mil mortos, segundo denunciou a oposição e cuja autoria negou o regime. O presidente Bashar al-Assad assegurou que seu país aceitou a iniciativa russa de pôr suas armas químicas sob supervisão internacional "para evitar que a Síria e toda a zona entrassem em guerra". Calcula-se que Síria tenha um milhão de toneladas de armas químicas, por isso que seu controle, transporte e destruição total implica um processo longo, segundo Nações Unidas. A OPAQ se encarrega da parte mais técnica do trabalho e a ONU dos trabalhos de coordenação com o regime de Damasco e a oposição armada. Desde o começo do conflito na Síria, em março de 2011, mais de 100 mil pessoas perderam a vida, segundo números tanto do Observatório Sírio de Direitos Humanos como das Nações Unidas, e mais de dois milhões estão refugiados em outros países. EFE mrn/ff











