Situação no estreito de Ormuz volta a tensionar após ataque; especialista critica ‘barganha’ do Irã
‘Tem uma diferença muito grande entre negociar e barganhar’, explica Marcelo Suano, para quem a postura de Teerã é ‘arrogante’ no conflito
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A situação no estreito de Ormuz voltou a tensionar após um ataque na região. Um cargueiro com a bandeira de Singapura relatou ter sido atingido próximo à costa de Omã. O episódio aconteceu horas depois de o Irã alertar as embarcações para não utilizarem rotas não aprovadas por Teerã no acordo com os Estados Unidos.
O governo iraniano afirmou que tem o direito de controlar a rota de navegação em Ormuz. Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, a passagem segura pelo estreito não pode ser garantida sob acordos ambíguos, caminhos paralelos ou tomadas de decisões que não levem em consideração o papel do Irã.
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Na frente diplomática, os Estados Unidos informaram que os iranianos concordaram em não cobrar pedágios das embarcações que passarem pelo estreito. Mas, em contrapartida, o vice-ministro das Relações Exteriores alertou os Estados do Golfo Pérsico contra o apoio ao governo norte-americano, o que foi considerado pelos líderes da região como uma declaração intervencionista, irresponsável e provocativa.
Em entrevista ao Conexão Record News, o analista de risco político e relações internacionais Marcelo Suano explicou que os instrumentos de pressão utilizados pelo Irã não são usados apenas em relação aos Estados Unidos; na verdade, eles são uma forma de barganha dentro do conflito.
“Tem uma diferença muito grande entre negociar e barganhar. A negociação é quando você tenta buscar pontos de convergência para que haja um resultado ganha-ganha. No caso da barganha, é exclusivamente um jogo de soma zero. Para um ganhar, o outro tem que perder”, argumentou o especialista.
Além disso, Suano apontou que os Estados Unidos têm perdido a credibilidade com os países árabes, abrindo caminho à “arrogância” dos iranianos, que alertaram sobre seu poder no estreito de Ormuz, que será manuseado de acordo com os interesses do Irã.
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