Sobe para 6 o número de mortos em ataque contra ônibus em Nairóbi
Internacional|Do R7
Nairóbi, 15 dez (EFE).- O número de mortos no ataque realizado ontem em Nairóbi contra um ônibus subiu para seis neste domingo depois que dois feridos morreram no hospital, informou a polícia. "Perdemos duas das vítimas no hospital, onde seguem internadas outras 30. Temos agora seis pessoas mortas como consequência desse ataque", confirmou o chefe da polícia de Nairóbi, Benson Kibue. "Ainda estamos investigando e temos um suspeito, que foi detido pouco depois do incidente. Ele está colaborando com as investigações", declarou Kibue, sem dar mais detalhes. O comando policial atribuiu a uma bomba de fabricação caseira a explosão, que destroçou o ônibus e foi escutada a uma distância de até dez quilômetros. A explosão ocorreu no sábado perto da escola feminina de ensino médio de Pangani, área próxima ao bairro de Eastleigh, onde a maioria da população é de origem somali. O Quênia tem sido alvo de ataques similares desde que em outubro de 2011 seu exército entrou na Somália devido a uma onda de sequestros em solo queniano atribuídos ao grupo radical islamita Al Shabab. Desde então, o país se encontra sob ameaça terrorista e sofreu múltiplos ataques com granadas. Al Shabab reivindicou o ataque em setembro contra o centro comercial Westgate, em Nairóbi, que deixou 72 mortos (incluídos cinco terroristas), segundo os números oficiais. A milícia, que em 2012 anunciou sua adesão formal à rede terrorista Al Qaeda, controla amplas áreas do centro e do sul do Somália, onde o frágil governo ainda não tem condições de impor autoridade. As tropas da Missão da União Africana, AMISOM, o exército somali, as forças etíopes e milícias pró-governo combatem os islamitas, que tentam instaurar no país um estado islâmico de corte wahhabista. A Somália vive um estado de guerra civil e caos desde 1991, quando o ditador Mohammed Siad Barre foi derrubado, o que deixou o país sem um governo efetivo e nas mãos de milícias islamitas, senhores da guerra e bandos de delinquentes armados. EFE pa/rsd












