Sociais-Democratas voltam ao poder na Suécia
Bloco de oposição ultrapassa a Alliansen na mais disputada eleição dos últimos cinquenta anos
Internacional|Wellington Calasans, especial para o R7, em Estocolmo

As últimas pesquisas de opinião pública, divulgadas poucos dias antes do último dia de voto nas eleições 2014 da Suécia, apontavam para a imprevisibilidade do resultado. A pequena diferença favorável ao bloco da oposição “Verde-Vermelho”, pouco mais de 6% em relação ao bloco da situação (Alliansen), antecipava as emoções que foram vividas no país durante a apuração dos votos na noite deste domingo (14).
A expectativa nervosa foi justificada logo quando os números oficiais anunciaram uma diferença ainda menor entre os dois blocos, apenas 4,4% dos votos. O primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt reconheceu a vitória da oposição (43,7% contra 39,3% da Alliansen), anunciou que deixaria de ser o primeiro-ministro sueco e também, no mesmo discurso, entregou a liderança do seu partido, Moderados.
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O novo primeiro-ministro, Stefen Löven, fez o seu discurso precisamente à meia-noite (horário da Suécia) e disse estar “pronto para formar um novo governo”.
- Hoje à noite a Suécia respondeu: agora precisamos de uma mudança. A minha resposta é que estou pronto para explorar as possibilidades de formar um novo governo na Suécia.
Interrompido várias vezes pelo público presente na festa do seu partido, o novo primeiro-ministro sueco expôs o que considera os motivos da escolha dos suecos nas urnas.
- O povo sueco virou as costas contra cortes de impostos e privatizações. O povo sueco exigiu uma mudança, o povo sueco obteve uma mudança, afirmou Löven.
Ultra-direita é agora o terceiro maior partido da Suécia
Foi impossível ignorar os números atingidos pelo partido de últra-direita, Democratas da Suécia. Por outro lado, mesmo com 12,9% dos votos conquistados e o estatuto de terceiro maior partido, os Democratas da Suécia seguem isolados pelos outros partidos. Os blocos Alliansen e “Verde-Vermelho” recusaram trabalhar em parceria com os radicais de ultra-deireita.
Para evitar que seja dado aos Democratas da Suécia o poder de aprovar ou barrar os novos projetos no parlamento, Stefen Löven anunciou que “estende a mão para os partidos da Alliancen”.
- Eu também quero dizer que a mão (dos Sociais Democratas) está estendida a outros partidos democráticos. Nosso país é muito pequeno para o conflito, disse Löven.
Stefan Löfven enfatizou que ele “nunca vai cooperar com os Democratas da Suécia”. Embora o partido de ultra-direita tenha atingido praticamente 13 por cento dos votos.
- 87 por cento não votaram neles. Nós não aceitamos qualquer equilíbrio de poder, discursou Löven para uma plateia eufórica.
Stefan Löfven encerrou o seu discurso reafirmando os compromissos de campanha.
- Agora vamos começar a construir uma Suécia melhor para todos, concluiu Löven.











