Suposto autor de tiroteios era conhecido pela inteligência dinamarquesa
Internacional|Do R7
Copenhague, 15 fev (EFE).- A polícia da Dinamarca já identificou o suposto autor dos ataques nas últimas horas em Copenhague, uma pessoa que estava sob o radar dos serviços de inteligência, mas a identidade do homem ainda não foi divulgada. "Não podemos dizer nada sobre o motivo. Mas, possivelmente, o homem agiu inspirado pelos ataques de Paris e os de organizações extremistas", disse em entrevista coletiva o chefe dos serviços de inteligência (PET), Jens Madsen. Madsen declarou que não há provas que o homem, entre 25 e 30 anos de idade e características árabes, morto a tiros pela polícia ao longo da madrugada, tenha viajado para alguma zona em conflito onde atuam grupos islamitas radicais como Iraque ou Síria. "Os ataques são uma constatação que a ameaça terrorista contra a Dinamarca e interesses dinamarqueses no exterior é séria", afirmou Madsen. A polícia informou que encontrou uma arma, sem esclarecer onde, que poderia ser a que foi usada no primeiro tiroteio, na tarde de sábado, contra um centro cultural que realizava um seminário sobre blasfêmia e liberdade de expressão. Uma pessoa morreu e três ficaram feridas. O suspeito carregava várias pistolas junto ao coropo no momento em que foi morto pelos oficiais, segundo os representantes da polícia. O inspetor Jørgen Skov afirmou que embora ainda não esteja 100% confirmado, a polícia está "bastante convencida" que o suspeito é o autor do primeiro tiroteio e de outro posterior contra a sinagoga de Copenhague, onde morreu um homem de 37 anos e duas pessoas ficaram feridas. Skov informou que a presença policial será mantida em massa nos próximos dias na capital dinamarquesa e que já estão sendo realizadas investigações e também interrogatórios de testemunhas nos lugares onde o suspeito esteve desde que fugiu do local do primeiro ataque. Um desses lugares é o complexo de Mjolneparken, no qual há uma alta concentração de população estrangeira e se localiza perto de onde foi o suspeito foi abatido, no distrito de Norrebro, ao norte da capital. O jornal "Ekstra Bladet" informou, citando testemunhas, sobre a detenção de um jovem no distrito de Osterbro, perto do lugar do primeiro tiroteio, mas a polícia não confirmou a informação. O primeiro tiroteio ocorreu em um centro cultural onde estavam presentes o embaixador francês na Dinamarca e o artista sueco Lars Vilks, que vive sob proteção policial por ameaças de grupos islamitas após publicar, há anos, uma caricatura de Maomé como um cachorro. EFE alc/vnm












