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Suposto culpado de agressão a militante de esquerda na França é preso

Internacional|Do R7

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Paris, 6 jun (EFE).- O ministro do Interior da França, Manuel Valls, anunciou nesta quinta-feira a prisão do suposto responsável por uma agressão brutal que deixou em estado de morte cerebral um jovem militante de esquerda. No total, segundo fontes policiais, foram detidas quatro pessoas pelo crime, e acredita-se que algumas delas "gravitem em torno do núcleo" do grupo de extrema direita Juventudes Nacionalistas Revolucionárias, uma pista que ainda deve ser confirmada. Os detidos, segundo a emissora "Europe 1", são três homens e uma mulher, com idades entre 20 e 30 anos. Os investigadores acreditam que o autor do ataque é o mais jovem. A polícia dispõe de vários testemunhas porque o ataque, ocorrido ontem, aconteceu em uma movimentada rua da capital próxima aos grandes bulevares e à estação de Saint Lazare, em plena luz do dia. A vítima, Clément Méric, estudante de 19 anos da prestigiada universidade de Sciences Po e conhecido por sua militância de esquerda, estava junto com três amigos em uma loja quando entrou no local um grupo de 'skinheads'. Os dois grupos discutiram e foram expulsos da loja. Na rua, houve uma briga e, segundo algumas testemunhas citadas pela imprensa local, Méric recebeu um violento soco. Ao cair, ele bateu com a cabeça em um bloco que impede a passagem de veículos e desmaiou. Os agressores fugiram. Os responsáveis pela investigação estudam as imagens de câmeras de segurança captadas na região do crime e as declarações das testemunhas da agressão, que por enquanto não foi denunciada pelos três amigos da vítima. O ato foi condenado hoje por toda a classe política francesa, começando pelo presidente, François Hollande, que em Tóquio, onde faz visita oficial, afirmou ter dado "as instruções mais firmes para que os autores desse ato odioso possam ser detidos o mais breve possível". A presidente da Frente Nacional, Marine Le Pen, declarou que seu partido de extrema-direita "não tem nada a ver" com os responsáveis pelo ataque "inadmissível e insuportável", e Valls fez um apelo à prudência nas declarações, alegando que "há um clima que favorece este ambiente de ódio". EFE mgr-ac/id

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