Talebans paquistaneses usam o Facebook para recrutar membros
A página do grupo radical já foi curtida mais de 270 vezes
Internacional|Do R7

Os talebans paquistaneses abriram uma página no Facebook para recrutar entusiastas a escrever para uma revista trimestral e editar vídeos, confirmou um porta-voz nesta sexta-feira (7).
A página Umar Media TTP, que foi curtida mais de 270 vezes na rede social, parece ter sido criada em setembro e tem apenas algumas mensagens escritas em inglês.
"Umar Media tem o prazer de anunciar oportunidades de emprego on-line", afirma o primeiro post no site, escrito em 25 de outubro.
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"A descrição do trabalho é edição de vídeo, traduções, compartilhamento, uploading, downloading e coleta de dados", afirma, fornecendo uma conta de e-mail e pedindo aos leitores: "Por favor, divulguem isto. Esta conta do Facebook será deletada".
O porta-voz do TTP (Tehreek-e-Taliban Pakistan), Ehsanullah Ehsan, confirmou à AFP por telefone nesta sexta-feira que o grupo estava utilizando temporariamente a página para "satisfazer as suas necessidades" antes de lançar seu próprio site.
A organização de inteligência SITE, com sede nos Estados Unidos, afirma que o TTP utiliza o Facebook como "um centro de recrutamento".
"Através de seu braço de mídia oficial, Umar Media, o TTP recorreu ao Facebook para recrutar contribuintes para seu trabalho de mídia e para a futura publicação do grupo 'Ayah-E-Khilafat'", afirmou em um comunicado.
A página do Facebook do TTP descreve a publicação como "uma revista oficial trimestral" e pede que escritores enviem artigos "sobre um assunto de sua escolha", ou sobre temas da jihad, história, movimentos islâmicos ou a difícil situação dos muçulmanos.
No mês passado, o TTP reivindicou a responsabilidade por uma tentativa de atentado contra Hamid Mir, um conhecido jornalista e âncora de tv paquistanesa. Uma bomba foi encontrada embaixo do carro do jornalista.
Mir vinha sendo considerado um possível alvo dos talebans depois que o grupo assumiu a autoria de um ataque contra a jovem ativista Malala Yousafzai, em outubro.












